Fui inserida no mundo mágico das metáforas. Sempre ouvi falar que eram ótimas para fixar lições de vida. A famosa 'moral da história', presente também nas fábulas, é ótima para sair da cartola a qualquer momento. As metáforas formam um banco de dados de fácil acesso, sempre disponíveis para te ajudar a dar uma palavra amiga ou para que você se lembre de algum ensinamento bacana.
A terapeuta adora sapatos, roupas e comida. Alguns amigos usam bebidas como exemplo. Há quem fale de Buda, Jesus e suas parábolas, La Fontaine, Esopo, animais, flores e até futebol. Com o tempo, começamos a criar as nossas próprias metáforas. Vou dividir uma delas neste post.
Você conhece um sujeito e ele acabou de tirar a carta. Ele tem um período de experiência, onde não pode tomar multas, que deve mostrar que ele está apto a tirar a carteira definitiva. Muito bem, o carinha passou no teste.
A partir daí, ele começa a cometer algumas infrações. Claro, quando você acha que domina o carro e sabe dirigir bem, acaba se tornando um pouco arrojado. Bebe e resolve dirigir, faz ultrapassagens proibidas, não respeita o farol vermelho. Até ai, se o marronzinho ou o radar não estiver por perto, ele se safa.
Mas você começa a pegar essas infrações. Algumas leves, como um atraso. Algumas médias, como simplesmente esquecer que combinou de te acompanhar num aniversário. Mas existem infrações gravíssimas, onde perder a habilitação seria o mínimo a acontecer.
Você dá uma chance. Cria um cursinho de reciclagem e matricula a criatura. Ele é esforçado, sabe que depende disso pra voltar a dirigir. Após o curso, passa um período com uma direção bem cuidadosa. Há um medo de perder a habilitação novamente. Mas esse medo começa a se dissipar à medida em que o sujeito vai ganhando a confiança (a autoconfiança e a sua confiança). Ele pode se manter assim, mas um belo dia a direção ofensiva e perigosa pode voltar e pronto. E desta vez você não perdoa, não dá uma chance de reciclagem e simplesmente não deixa que esta criatura volte a dirigir.
O sistema de pontos funciona bem para você avaliar aquilo que é importante pra você. É um sistema racional, é verdade. Mas se você não tem esse apoio 'preto no branco', acaba sendo guiado pelo coração. E geralmente ele não é um bom piloto se não tiver a razão pra puxar o freio na hora certa.
De qualquer forma, acho que essa metáfora ajuda a explicar alguma coisa. E também ajuda quando você ou algum amigo precisa tomar uma atitude racional quando se depara com um relacionamento complicado.
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1 de nov. de 2010
20 de abr. de 2010
Fim do relacionamento
Duas grandes amigas terminaram os respectivos namoros recentemente. Cada uma por motivos diferentes e reagindo de formas diferentes.
A primeira terminou há 10 dias. Ela decidiu colocar um fim no relacionamento. A decisão não foi fácil e a esperança de que tudo pudesse mudar ficou pairando no ar por meses. Era uma nova tentativa, onde erros do passado ainda assombravam o casal. Eu não o conheci, tenho somente a versão dela. Mas pelo que a conheço, sei que ela pensou, ponderou e chegou à conclusão de que não dava mais. Sei que dói, pois ela jamais amou alguém como o amou. Mas é uma escolha sensata, racional e extremamente difícil.
A segunda terminou no sábado passado. Já com o anúncio para as amigas de que não dava mais. Conheci o namorado dela e, tanto eu como outras amigas, achávamos que o cara era perfeito: carinhoso, preocupado, simpático com os amigos dela, muito divertido e, sem ainda julgar se isso é bom ou ruim, grudento. Ele ligava muitas vezes por dia, fazia exatamente o que ela pedia. Isso pode soar como um sonho para muitas mulheres, mas no caso dela isso dava a sensação de sufoco, de prisão. Ela ainda não sabe se volta, está reavaliando a situação. Mas tem certeza de que não vai dar muito certo uma reconciliação se o rapaz continuar assim.
Eu, na categoria de amiga, fiz meus comentários com base no que eu sabia. E tentei, claro, esboçar alguns conselhos com base na minha experiência de vida e com o que ouvi de outras amigas. O fato é que neste caso qualquer tipo de conselho, por mais que seja solicitado, é irrelevante. Intimamente a decisão já está tomada. As conversas servem para ratificar a escolha. Se a opinião for contrária, ela simplesmente é ignorada.
De qualquer forma, o aprendizado é válido. Vivendo uma situação bem diferente da minha, cada uma escuta o que tenho a dizer. Mesmo que eu diga que prefira a primeira curtindo a vida e que ache que a segunda deve dar uma chance ao rapaz. Ou mesmo que eu deseje que cada uma reencontre a alegria nos braços dos respectivos ex, ou de novos amores. O importante é respeitar cada uma delas, como amigas e como mulheres que, como eu, buscam a felicidade, o amor e a satisfação.
Que elas tenham sorte!
A primeira terminou há 10 dias. Ela decidiu colocar um fim no relacionamento. A decisão não foi fácil e a esperança de que tudo pudesse mudar ficou pairando no ar por meses. Era uma nova tentativa, onde erros do passado ainda assombravam o casal. Eu não o conheci, tenho somente a versão dela. Mas pelo que a conheço, sei que ela pensou, ponderou e chegou à conclusão de que não dava mais. Sei que dói, pois ela jamais amou alguém como o amou. Mas é uma escolha sensata, racional e extremamente difícil.
A segunda terminou no sábado passado. Já com o anúncio para as amigas de que não dava mais. Conheci o namorado dela e, tanto eu como outras amigas, achávamos que o cara era perfeito: carinhoso, preocupado, simpático com os amigos dela, muito divertido e, sem ainda julgar se isso é bom ou ruim, grudento. Ele ligava muitas vezes por dia, fazia exatamente o que ela pedia. Isso pode soar como um sonho para muitas mulheres, mas no caso dela isso dava a sensação de sufoco, de prisão. Ela ainda não sabe se volta, está reavaliando a situação. Mas tem certeza de que não vai dar muito certo uma reconciliação se o rapaz continuar assim.
Eu, na categoria de amiga, fiz meus comentários com base no que eu sabia. E tentei, claro, esboçar alguns conselhos com base na minha experiência de vida e com o que ouvi de outras amigas. O fato é que neste caso qualquer tipo de conselho, por mais que seja solicitado, é irrelevante. Intimamente a decisão já está tomada. As conversas servem para ratificar a escolha. Se a opinião for contrária, ela simplesmente é ignorada.
De qualquer forma, o aprendizado é válido. Vivendo uma situação bem diferente da minha, cada uma escuta o que tenho a dizer. Mesmo que eu diga que prefira a primeira curtindo a vida e que ache que a segunda deve dar uma chance ao rapaz. Ou mesmo que eu deseje que cada uma reencontre a alegria nos braços dos respectivos ex, ou de novos amores. O importante é respeitar cada uma delas, como amigas e como mulheres que, como eu, buscam a felicidade, o amor e a satisfação.
Que elas tenham sorte!
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