9 de mai. de 2010

Amor nos Tempos do Cólera

Essa chuvinha é um convite pra ficar em casa. E nada melhor que filmes para nos distrair. Hoje assisti Amor nos Tempos do Cólera, baseado no livro homônimo de Gabriel Garcia Marquez.
Javier Bardem! Depois de vê-lo em Onde os Fracos não Tem Vez e em Vicky Cristina Barcelona, não conseguiria imaginar que ele seria o romântico Florentino. Um homem apaixonado pela mesma mulher por mais de 50 anos, e que foi ser feliz ao lado dela na velhice.
O filme é bem bonito. Fernanda Montenegro é a mãe de Florentino e fica doida de pedra. A bela Fermina me fez ficar com raiva de algumas mulheres. Como foi capaz de fazer o que fez com o Florentino? É certo que havia a proibição do pai, mas quando teve a oportunidade ela simplesmente não o quis. Preferiu casar com um médico chatinho, que ainda por cima a traiu.
Suponho que, como sempre, o livro é muito mais intenso que o filme. Mas não tive a oportunidade de ler. Minha única tentativa de Garcia Marquez foi Cem Anos de Solidão e não lembro bem porque não fui até o final. Vai entrar na fila (depois dos livros de Stieg Larsson e dO Físico, que já está em minhas mãos).
Quanto ao filme, foi muito legal assistir a algo tão singelo e romântico neste sábado chuvoso. E foi ótimo me apaixonar ainda mais por Javier Bardem!

6 de mai. de 2010

Os homens que não amavam as mulheres - Stieg Larsson

Tenho medo de escrever muito bem sobre um primeiro livro de alguém. Depois de O Código da Vinci de Dan Brown e as sucessivas repetições de fórmulas, é muito arriscado elogiar demais um autor pelo primeiro da trilogia. Mas é difícil não falar de Stieg Larsson.
Desde a série Harry Potter eu não havia sido presa por um livro. Devorei as 500 páginas de Os Homens que não Amavam as Mulheres, totalmente hipnotizada pela narrativa de Larsson.
São informações históricas da Suécia, jornalismo econômico e investigativo, personagens com personalidades super complexas, vários pequenos mistérios que se transformam em uma vontade absurda de chegar ao fim. Entender como o autor conseguiu perfeitamente juntar os fatos, as evidências e, principalmente, como ele conseguiu te contar isso, é uma delícia. Escrita fácil, informações esclarecedoras e ambientação muito bem descrita. Todos os elementos que tornam esta um dos suspenses mais inteligentes que já li.
Obviamente eu comprei os dois outros volumes da trilogia. Sei que os protagonistas (um jornalista que visualizei como o George Clooney e uma hacker maluca que pode ser interpretada pela Natalie Portman) estão nos outros livros. Só espero, sinceramente, que Larsson não me decepcione como Dan Brown, e que eu acompanhe a investigação sem ao menos imaginar quem poderia ser o bonzinho e o malvado da história, exceto quando a história revelar.
Vamos ver o que A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar tem a nos revelar.
Para saber mais: http://www.trilogiamillennium.com.br/

2 de mai. de 2010

No Bar do Galo

Antes de mais nada quero deixar bem claro que NUNCA deixarei de ser palmeirense.

Mas tenho que admitir que qualquer torcida fanática é empolgante, emocionante, fascinante.
Hoje estive no Bar do Parque, reduto de mineiros (ou não) atleticanos. Fui muito bem recebida, principalmente por saber cantar o hino do clube. Abro até um parênteses aqui para agradecer à revista Placar que, há muito tempo atrás, lançou um CD com hinos cantados por famosos. Graças ao João Penca e Os Miquinhos Amestrados eu sei cantar o hino do Galo!
Cantei, vibrei, torci, conheci pessoas legais e consegui me distrair depois de um final de semana de trabalho.

Além de ver alguns amigos e conhecer novas pessoas, descobri que realmente eu não gosto de coincidências. Elas criam vínculos, dá uma sensação de estar devendo algo a alguém. E hoje eu tive esse sentimento. Para o bem ou para o mal, conheci alguém que conhece alguém que eu conheço também. O alguém que conheci é amigo de longa data do alguém que conheço.
E depois dizem que não sabemos lidar com a aleatoriedade! O ser humano não consegue é lidar com a coincidência, isso sim.

25 de abr. de 2010

O Morro dos Ventos Uivantes - final

Terminei O Morro dos Ventos Uivantes. E quero aqui corrigir a impressão que tive após ler a metade do livro (post anterior).
É, sim, uma história de amor. Incrível como cai a ficha de repente! Você acaba entendendo o porquê de tanto sofrimento, de tanta crueldade, de tanto martírio. Uma família arrasada por causa de um amor que foi interrompido, por um sentimento de vingança que brotou neste exato momento e que devastou duas gerações de uma família.
As barbaridades de Heathcliff não foram absolvidas. Mas têm explicação.
Admito que o livro é fascinante, que me fez chorar, que me fez sentir raiva. É um lindo livro, muito emocionante, e que ficará na minha memória como um dos melhores dramas que já li.
Depois de terminar o livro, assisti ao filme com Juliette Binoche (Cathy 1 e 2) e Ralph Fiennes (Heathcliff), uma versão de 1992. Sempre acho que o filme fica aquém do livro e desta vez não foi diferente. Heathcliff menos mal e Cathy menos louca. Mas foi bem adaptado, vale a pena assistir.

20 de abr. de 2010

Na onda de O Morro dos Ventos Uivantes - ANGRA Wuthering Heights - Live




Heathcliff, it's me, Cathy come home

Pra você, Brunão! Rox!

Fim do relacionamento

Duas grandes amigas terminaram os respectivos namoros recentemente. Cada uma por motivos diferentes e reagindo de formas diferentes.
A primeira terminou há 10 dias. Ela decidiu colocar um fim no relacionamento. A decisão não foi fácil e a esperança de que tudo pudesse mudar ficou pairando no ar por meses. Era uma nova tentativa, onde erros do passado ainda assombravam o casal. Eu não o conheci, tenho somente a versão dela. Mas pelo que a conheço, sei que ela pensou, ponderou e chegou à conclusão de que não dava mais. Sei que dói, pois ela jamais amou alguém como o amou. Mas é uma escolha sensata, racional e extremamente difícil.
A segunda terminou no sábado passado. Já com o anúncio para as amigas de que não dava mais. Conheci o namorado dela e, tanto eu como outras amigas, achávamos que o cara era perfeito: carinhoso, preocupado, simpático com os amigos dela, muito divertido e, sem ainda julgar se isso é bom ou ruim, grudento. Ele ligava muitas vezes por dia, fazia exatamente o que ela pedia. Isso pode soar como um sonho para muitas mulheres, mas no caso dela isso dava a sensação de sufoco, de prisão. Ela ainda não sabe se volta, está reavaliando a situação. Mas tem certeza de que não vai dar muito certo uma reconciliação se o rapaz continuar assim.
Eu, na categoria de amiga, fiz meus comentários com base no que eu sabia. E tentei, claro, esboçar alguns conselhos com base na minha experiência de vida e com o que ouvi de outras amigas. O fato é que neste caso qualquer tipo de conselho, por mais que seja solicitado, é irrelevante. Intimamente a decisão já está tomada. As conversas servem para ratificar a escolha. Se a opinião for contrária, ela simplesmente é ignorada.
De qualquer forma, o aprendizado é válido. Vivendo uma situação bem diferente da minha, cada uma escuta o que tenho a dizer. Mesmo que eu diga que prefira a primeira curtindo a vida e que ache que a segunda deve dar uma chance ao rapaz. Ou mesmo que eu deseje que cada uma reencontre a alegria nos braços dos respectivos ex, ou de novos amores. O importante é respeitar cada uma delas, como amigas e como mulheres que, como eu, buscam a felicidade, o amor e a satisfação.
Que elas tenham sorte!

15 de abr. de 2010

O morro dos ventos uivantes

Acredito que todos que leram a série Crepúsculo, e não haviam lido O Morro dos Ventos Uivantes, tiveram a curiosidade de procurar o livro de Emily Brontë. Pelo menos foi isso que eu fiz.
Estou na metade do livro e, confesso, esperava uma linda história de amor. Eu tinha a sensação de que seria algo parecido com os livros de Jane Austen. E logo nas primeiras páginas eu descobri que encontraria muitas diferenças entre O Morro e Orgulho e Preconceito, por exemplo.
Na contracapa, aquele lugarzinho que te instiga a ler ou não o livro, está escrito "uma história de amor avassaladora". Espera-se com isso que o casal principal seja amável, que o vilão seja bem maldoso e que os criados sofram todo o preconceito dos patrões. Espera-se, como em Razão e Sensibilidade, que os irmãos sejam unidos, queridos, que o forasteiro seja um motivo para curiosidades, conversas de salão, e que tenha uma personalidade, no mínimo, forte.
Mas O Morro dos Ventos Uivantes não é nada disso. Trata-se de um livro com personagens bizarros, insanos, totalmente descontrolados. Criados beatos que praguejam o tempo inteiro, além de forçarem os patrões e ouvir intermináveis ladainhas. Uma mocinha temperamental quando criança, que se transformou numa louca varrida. Um forasteiro, teoricamente o mocinho, insensível, bruto e extremamente grosso. Quem deveria ser o vilão é um banana.
Estou na metade do livro e confesso que não está me agradando. Vou terminá-lo, claro, porque ainda não perdi a esperança de encontrar uma história de amor, como prometido. Mas, sinceramente, tenho me sentido mal com os diálogos. Acho que jamais li algo com tanta rudeza, desequilíbrio, ofensas.
Se essa é uma das mais lidas histórias românticas de todos os tempos, chego a me questionar se a tradução está ruim. Ou se o amor, para Emily Brontë, significa desrespeito mesmo. Neste caso, fico com Jane Austen. Em 2010, acredito, o amor ainda existe e está longe de ser essa loucura relatada em O Morro dos Ventos Uivantes.
Viva o amor!

13 de abr. de 2010

Vítima do Marketing de Relacionamento

Hoje é meu aniversário. Além das felicitações dos amigos, colegas de trabalho e familiares, recebo mensagens de máquinas e sistemas totalmente programados para isso.
Trigger Marketing, CRM, Event-Based Marketing e outros termos relacionados ao Marketing de Relacionamento estão presentes na minha vida desde o começo do ano. Presto consultoria para as empresas que desejam implantar ações de qualidade, relacionamento e vendas com base nos eventos que ocorrem com os clientes. Uma das estratégias mais eficazes, de baixo custo e alto impacto, é justamente parabenizar o cliente no dia do seu aniversário.
A Academia me enviou um e-mail, sugerindo que eu continue a praticar atividade física para conter o avanço da idade.
Da Saraiva e do Submarino eu ganhei descontos exclusivos.
A Renner e a Medial Saúde me enviaram um SMS, desejando sucesso e saúde.
No New Dog eu ganhei um petit gateau de sobremesa.
O Banco Real também me desejou felicidades e sucesso.
Lentesdecontato.net, que fornece as minhas lentes de contato, me enviou um e-mail fofo.
E todas as empresas escrevem meu nome com K, o que até alguns amigos muitas vezes esquecem de fazer.
Mesmo sabendo que estas mensagens vêm de um programa de relacionamento, que precisam de três informações para acontecer, e que são enviadas a todos os clientes destas empresas... dá uma sensação boa. Não dá pra negar isso.

20 de mar. de 2010

O acaso e as previsões

Terminei O Andar do Bêbado, de Leonard Mlodinow. O livro conta toda a história da probabilidade e da estatística, cheio de curiosidades e casos, além de cálculos simples que nos ajudam a entender todas as Teorias e Leis descritas.
Mas o melhor capítulo, também chamado O Andar do Bêbado, traz uma argumentação do autor sobre a aleatoriedade nas nossas vidas e de como não sabemos lidar com ela. Além disso, mostra por que não devemos acreditar em previsões.
Os humanos não conseguem se conformar com o acaso. Sempre buscam padrões de comportamento para conseguir prever o futuro com base nos acontecimentos. É muito fácil fazer isso com os fatos passados. Mas com o futuro? Essa é a grande pergunta de Mlodinow (e talvez de toda a humanidade).
É simples a gente olhar para um acontecimento passado e pensar: eu poderia ter previsto isso! Haviam muitos sinais e eu deixei de vê-los! E este sinais, se fossem isolados, também não significariam muita coisa.
Você está atrasado e, antes de sair, derruba café na blusa. Vai trocá-la e sai ainda mais tarde de casa. Você encontra uma pessoa especial no metrô e acha que o destino fez com que você se atrasasse. Bem, se você não encontrasse ninguém, seria mais um dia de bronca do chefe. E só.
O que quero dizer é que muitas coisas acontecem o tempo todo em nossas vidas. Se alguma delas muda o rumo da nossa história, tendemos a acreditar que foi o destino. Acreditamos em coincidências, deduzimos uma continuidade para as histórias e geramos muitas crenças com base em dados do passado e do presente, sem nenhuma lógica ou padrão real de comportamento. Sim, nós acreditamos em ilusões propostas pelo nosso cérebro, incapaz de aceitar que eventos aleatórios são extremamente comuns e geralmente guiam nossos caminhos, como o Andar do Bêbado.
Recomendo a leitura deste livro por muitas razões: para saber como os físicos, matemáticos e filósofos construíram todas as Teorias de Probabilidades, Cálculos e da Estatística. Para conhecer algumas aplicações práticas destas teorias. Para testar sua habilidades com os números e para medir seu comportamento diante de eventos aleatórios. Mas a maior contribuição do livro é realmente a pergunta: podemos prever o futuro?

Nota: para chegar a este livro, tive que lidar com algumas coincidências. Claro, não representariam nada se fossem isoladas e se eu não tivesse encontrado o livro. Mas, dado que isso aconteceu, acredito que as coincidências realmente me levaram a isso. Ou não.

8 de mar. de 2010

Circuito Vênus - Corrida para Mulheres

Sábado acordei com o tempo horroroso e, juro, quase desisti de pegar o kit para a corrida do domingo. Na esperança de que o tempo melhorasse, encarei a chuvarada e fui até o Jockey. Sucesso! O day care foi super organizado, o kit é fofo e a motivação para participar da prova renasceu das cinzas.
Domingão, 5h, acordei e fui para o Jockey. Peguei o chip e, às 7h40 já estava aguardando a largada.
Fiquei muito tempo sem treinar e, sinceramente, achei que não correria os 10 Km. Ainda mais depois que o sol apareceu. Mas os primeiros quilômetros foram tranquilos e me animei para completar o percurso.
Os primeiros 6 Km foram no asfalto da Lineu de Paula Machado e um pedaço no estacionamento do Jockey. Já o trecho seguinte foi na pista das corridas, ou seja, corremos onde os cavalos correm. A pista era de areia, choveu muito no dia anterior e a partir do Km 7 muitas mulheres já estavam caminhando. Resultado: muitos escorregões e cuidados redobrados para não se machucar.
No último quilômetro passamos pelo estábulo e o cheiro de cocô de cavalo dominou. Como faltava pouco, o jeito foi fingir que nada acontecia e manter o foco.
Cheguei, correndo o tempo todo, em 1h11min10s. Não foi um tempo bom, mas eu gostei do resultado por ter ficado sem treinar, por ter corrido na areia e por ter perdido calorias suficientes para poder aproveitar o aniversário da Juju sem culpa!

3 de mar. de 2010

Coldplay, Cold Night

Três meses de expectativa para ver a terceira melhor banda do mundo. Numa noite fria de março (?) eu estava no Morumbi para assistir ao show do Coldplay.
Cheguei no final do show de abertura e achei o som meio estranho. Não por Bat for Lashes, mas pela acústica abafada e baixa da música. Deveria ter previsto que o show seria frio, como o nome da banda.
Enfim, às 21h45 eles entram. O estádio se anima ao som de Life in Technicolor. Mas logo percebemos que o som era aquele mesmo, na altura de um som ambiente na sala de espera do dentista. Isso fez com que a revolta começasse na arquibancada.
Até decifrarmos que Clocks havia começado, o povo da pista já estava pulando. Yellow foi perceptível porque balões amarelos se espalharam pelo público. Neste momento conseguimos acompanhar a plateia, mas não os músicos.
Numa comunidade do Orkut haviam combinado de cantar Happy Birthday para Chris Martin, o aniversariante da noite. Isso seria após In My Place... mas não vingou. No meio do show o baterista nos deu uma mãozinha e puxou um Parabéns pra Você, no bom português, que deve ter deixado o vocalista emocionado.
Lovers in Japan e a chuva de papéis em forma de borboleta foi um momento muito legal, assim como os fogos no final do show. Dos momentos bacanas, lembro de Viva la Vida, Fix You e Life in Technicolor II, que fechou o show.
Fiquei muito decepcionada com o som. Investi um bom dinheiro para ver Coldplay e fechar minha trilogia predileta (U2, Pearl Jam e Coldplay). Espero ter a oportunidade de assistir de novo, desta vez na pista.
O inesperado frio do verão e o triste frio do show deixaram o povo da arquibancada desanimado. Mas valeu a pena participar do coro do Parabéns pra Você. De longe, a melhor parte do show.

21 de fev. de 2010

Idas e Vindas do Amor

Era de se esperar que o filme fosse fofinho. Afinal, um nome bonitinho (mesmo que em português não tenha nada a ver com Valentine´s Day) e um elenco lindo poderiam gerar 2 horas de suspiros e entretenimento garantidos. E geraram mesmo!
O florista romântico, lindo e totalmente em extinção, pede a namorada em casamento. A pamonha diz sim e depois volta atrás! Quantas mulheres no mundo não gostariam de estar no lugar da infeliz? Quantas?
Um menininho fofo, apaixonado e que envia flores para a amada. Um casal de velhinhos onde o marido descobre uma mentira sobre a mulher 50 anos depois, mas que a perdoa. Uma moça que tem um segundo emprego estranho, mas que se dá bem com um namorado compreensivo... e fofo!
Amor adolescente retratado pelos Taylors (Lautner "Jacob Black" e Swift), com a cara exata da que vivemos quando tínhamos 17/18 anos.
Quase todos os homens são fofos... exceto o médico casado que mantém a amante com promessas de namorado. Este retrata bem o típico safado, que existe aos montes por aí.
Muito parecido com Simplesmente Amor e Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, Idas e Vindas do Amor é um filme interessante por retratar várias formas de amor, de esperança e de frustração, raiva e desentendimentos. Todos os ingredientes presentes em nossos relacionamentos atuais.

13 de fev. de 2010

Invictus

Invictus é um filme delicado. Direção delicada de Clint Eastwood. Tema delicado como o racismo inverso do que conhecemos: os negros contra os brancos. Atuação delicada de Morgan Freeman, o clone de Nelson Mandela com muitos centímetros de altura (de verdade, não lembrava que Freeman era tão alto). Matt Damon delicado para um jogador de Rugby, mas fantástico como capitão de um time desacreditado.
Toda essa delicadeza faz de Invictus um filme muito bom. A superação dos quase 30 anos de prisão traduzida por um poema, o do título, que termina com "Eu sou o dono e senhor do meu destino / eu sou o comandante de minha alma". A superação de um time que era odiado pelos negros e amado pelos brancos. Estes, por mais que gostassem do time, não tinham esperanças de ganhar qualquer coisa.
O incentivo do presidente, a união da torcida, a força do capitão... tudo isso significa que o time pode se superar? No caso, sim! E é muito bom saber que é uma história real, sem balelas como muitos filmes sobre times que assistimos por aí.
Mandela vestindo o uniforme do time não seria nada demais, já que Lula também faria isso. Mas esse gesto na África do Sul de 1995 significava que o país tentava falar a mesma língua, a começar pelo homem mais importante: negro e ex-presidiário, sem família e um pouco teimoso!
Vale a pena assistir. E refletir: se Bafana Bafana, a seleção de futebol da África do Sul, quiser se inspirar em Invictus, nosso hexa deve ficar para 2014!