Terminei O Morro dos Ventos Uivantes. E quero aqui corrigir a impressão que tive após ler a metade do livro (post anterior).
É, sim, uma história de amor. Incrível como cai a ficha de repente! Você acaba entendendo o porquê de tanto sofrimento, de tanta crueldade, de tanto martírio. Uma família arrasada por causa de um amor que foi interrompido, por um sentimento de vingança que brotou neste exato momento e que devastou duas gerações de uma família.
As barbaridades de Heathcliff não foram absolvidas. Mas têm explicação.
Admito que o livro é fascinante, que me fez chorar, que me fez sentir raiva. É um lindo livro, muito emocionante, e que ficará na minha memória como um dos melhores dramas que já li.
Depois de terminar o livro, assisti ao filme com Juliette Binoche (Cathy 1 e 2) e Ralph Fiennes (Heathcliff), uma versão de 1992. Sempre acho que o filme fica aquém do livro e desta vez não foi diferente. Heathcliff menos mal e Cathy menos louca. Mas foi bem adaptado, vale a pena assistir.
25 de abr. de 2010
20 de abr. de 2010
Na onda de O Morro dos Ventos Uivantes - ANGRA Wuthering Heights - Live
Heathcliff, it's me, Cathy come home
Pra você, Brunão! Rox!
Fim do relacionamento
Duas grandes amigas terminaram os respectivos namoros recentemente. Cada uma por motivos diferentes e reagindo de formas diferentes.
A primeira terminou há 10 dias. Ela decidiu colocar um fim no relacionamento. A decisão não foi fácil e a esperança de que tudo pudesse mudar ficou pairando no ar por meses. Era uma nova tentativa, onde erros do passado ainda assombravam o casal. Eu não o conheci, tenho somente a versão dela. Mas pelo que a conheço, sei que ela pensou, ponderou e chegou à conclusão de que não dava mais. Sei que dói, pois ela jamais amou alguém como o amou. Mas é uma escolha sensata, racional e extremamente difícil.
A segunda terminou no sábado passado. Já com o anúncio para as amigas de que não dava mais. Conheci o namorado dela e, tanto eu como outras amigas, achávamos que o cara era perfeito: carinhoso, preocupado, simpático com os amigos dela, muito divertido e, sem ainda julgar se isso é bom ou ruim, grudento. Ele ligava muitas vezes por dia, fazia exatamente o que ela pedia. Isso pode soar como um sonho para muitas mulheres, mas no caso dela isso dava a sensação de sufoco, de prisão. Ela ainda não sabe se volta, está reavaliando a situação. Mas tem certeza de que não vai dar muito certo uma reconciliação se o rapaz continuar assim.
Eu, na categoria de amiga, fiz meus comentários com base no que eu sabia. E tentei, claro, esboçar alguns conselhos com base na minha experiência de vida e com o que ouvi de outras amigas. O fato é que neste caso qualquer tipo de conselho, por mais que seja solicitado, é irrelevante. Intimamente a decisão já está tomada. As conversas servem para ratificar a escolha. Se a opinião for contrária, ela simplesmente é ignorada.
De qualquer forma, o aprendizado é válido. Vivendo uma situação bem diferente da minha, cada uma escuta o que tenho a dizer. Mesmo que eu diga que prefira a primeira curtindo a vida e que ache que a segunda deve dar uma chance ao rapaz. Ou mesmo que eu deseje que cada uma reencontre a alegria nos braços dos respectivos ex, ou de novos amores. O importante é respeitar cada uma delas, como amigas e como mulheres que, como eu, buscam a felicidade, o amor e a satisfação.
Que elas tenham sorte!
A primeira terminou há 10 dias. Ela decidiu colocar um fim no relacionamento. A decisão não foi fácil e a esperança de que tudo pudesse mudar ficou pairando no ar por meses. Era uma nova tentativa, onde erros do passado ainda assombravam o casal. Eu não o conheci, tenho somente a versão dela. Mas pelo que a conheço, sei que ela pensou, ponderou e chegou à conclusão de que não dava mais. Sei que dói, pois ela jamais amou alguém como o amou. Mas é uma escolha sensata, racional e extremamente difícil.
A segunda terminou no sábado passado. Já com o anúncio para as amigas de que não dava mais. Conheci o namorado dela e, tanto eu como outras amigas, achávamos que o cara era perfeito: carinhoso, preocupado, simpático com os amigos dela, muito divertido e, sem ainda julgar se isso é bom ou ruim, grudento. Ele ligava muitas vezes por dia, fazia exatamente o que ela pedia. Isso pode soar como um sonho para muitas mulheres, mas no caso dela isso dava a sensação de sufoco, de prisão. Ela ainda não sabe se volta, está reavaliando a situação. Mas tem certeza de que não vai dar muito certo uma reconciliação se o rapaz continuar assim.
Eu, na categoria de amiga, fiz meus comentários com base no que eu sabia. E tentei, claro, esboçar alguns conselhos com base na minha experiência de vida e com o que ouvi de outras amigas. O fato é que neste caso qualquer tipo de conselho, por mais que seja solicitado, é irrelevante. Intimamente a decisão já está tomada. As conversas servem para ratificar a escolha. Se a opinião for contrária, ela simplesmente é ignorada.
De qualquer forma, o aprendizado é válido. Vivendo uma situação bem diferente da minha, cada uma escuta o que tenho a dizer. Mesmo que eu diga que prefira a primeira curtindo a vida e que ache que a segunda deve dar uma chance ao rapaz. Ou mesmo que eu deseje que cada uma reencontre a alegria nos braços dos respectivos ex, ou de novos amores. O importante é respeitar cada uma delas, como amigas e como mulheres que, como eu, buscam a felicidade, o amor e a satisfação.
Que elas tenham sorte!
15 de abr. de 2010
O morro dos ventos uivantes
Acredito que todos que leram a série Crepúsculo, e não haviam lido O Morro dos Ventos Uivantes, tiveram a curiosidade de procurar o livro de Emily Brontë. Pelo menos foi isso que eu fiz.
Estou na metade do livro e, confesso, esperava uma linda história de amor. Eu tinha a sensação de que seria algo parecido com os livros de Jane Austen. E logo nas primeiras páginas eu descobri que encontraria muitas diferenças entre O Morro e Orgulho e Preconceito, por exemplo.
Na contracapa, aquele lugarzinho que te instiga a ler ou não o livro, está escrito "uma história de amor avassaladora". Espera-se com isso que o casal principal seja amável, que o vilão seja bem maldoso e que os criados sofram todo o preconceito dos patrões. Espera-se, como em Razão e Sensibilidade, que os irmãos sejam unidos, queridos, que o forasteiro seja um motivo para curiosidades, conversas de salão, e que tenha uma personalidade, no mínimo, forte.
Mas O Morro dos Ventos Uivantes não é nada disso. Trata-se de um livro com personagens bizarros, insanos, totalmente descontrolados. Criados beatos que praguejam o tempo inteiro, além de forçarem os patrões e ouvir intermináveis ladainhas. Uma mocinha temperamental quando criança, que se transformou numa louca varrida. Um forasteiro, teoricamente o mocinho, insensível, bruto e extremamente grosso. Quem deveria ser o vilão é um banana.
Estou na metade do livro e confesso que não está me agradando. Vou terminá-lo, claro, porque ainda não perdi a esperança de encontrar uma história de amor, como prometido. Mas, sinceramente, tenho me sentido mal com os diálogos. Acho que jamais li algo com tanta rudeza, desequilíbrio, ofensas.
Se essa é uma das mais lidas histórias românticas de todos os tempos, chego a me questionar se a tradução está ruim. Ou se o amor, para Emily Brontë, significa desrespeito mesmo. Neste caso, fico com Jane Austen. Em 2010, acredito, o amor ainda existe e está longe de ser essa loucura relatada em O Morro dos Ventos Uivantes.
Viva o amor!
Estou na metade do livro e, confesso, esperava uma linda história de amor. Eu tinha a sensação de que seria algo parecido com os livros de Jane Austen. E logo nas primeiras páginas eu descobri que encontraria muitas diferenças entre O Morro e Orgulho e Preconceito, por exemplo.
Na contracapa, aquele lugarzinho que te instiga a ler ou não o livro, está escrito "uma história de amor avassaladora". Espera-se com isso que o casal principal seja amável, que o vilão seja bem maldoso e que os criados sofram todo o preconceito dos patrões. Espera-se, como em Razão e Sensibilidade, que os irmãos sejam unidos, queridos, que o forasteiro seja um motivo para curiosidades, conversas de salão, e que tenha uma personalidade, no mínimo, forte.
Mas O Morro dos Ventos Uivantes não é nada disso. Trata-se de um livro com personagens bizarros, insanos, totalmente descontrolados. Criados beatos que praguejam o tempo inteiro, além de forçarem os patrões e ouvir intermináveis ladainhas. Uma mocinha temperamental quando criança, que se transformou numa louca varrida. Um forasteiro, teoricamente o mocinho, insensível, bruto e extremamente grosso. Quem deveria ser o vilão é um banana.
Estou na metade do livro e confesso que não está me agradando. Vou terminá-lo, claro, porque ainda não perdi a esperança de encontrar uma história de amor, como prometido. Mas, sinceramente, tenho me sentido mal com os diálogos. Acho que jamais li algo com tanta rudeza, desequilíbrio, ofensas.
Se essa é uma das mais lidas histórias românticas de todos os tempos, chego a me questionar se a tradução está ruim. Ou se o amor, para Emily Brontë, significa desrespeito mesmo. Neste caso, fico com Jane Austen. Em 2010, acredito, o amor ainda existe e está longe de ser essa loucura relatada em O Morro dos Ventos Uivantes.
Viva o amor!
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13 de abr. de 2010
Vítima do Marketing de Relacionamento
Hoje é meu aniversário. Além das felicitações dos amigos, colegas de trabalho e familiares, recebo mensagens de máquinas e sistemas totalmente programados para isso.
Trigger Marketing, CRM, Event-Based Marketing e outros termos relacionados ao Marketing de Relacionamento estão presentes na minha vida desde o começo do ano. Presto consultoria para as empresas que desejam implantar ações de qualidade, relacionamento e vendas com base nos eventos que ocorrem com os clientes. Uma das estratégias mais eficazes, de baixo custo e alto impacto, é justamente parabenizar o cliente no dia do seu aniversário.
A Academia me enviou um e-mail, sugerindo que eu continue a praticar atividade física para conter o avanço da idade.
Da Saraiva e do Submarino eu ganhei descontos exclusivos.
A Renner e a Medial Saúde me enviaram um SMS, desejando sucesso e saúde.
No New Dog eu ganhei um petit gateau de sobremesa.
O Banco Real também me desejou felicidades e sucesso.
Lentesdecontato.net, que fornece as minhas lentes de contato, me enviou um e-mail fofo.
E todas as empresas escrevem meu nome com K, o que até alguns amigos muitas vezes esquecem de fazer.
Mesmo sabendo que estas mensagens vêm de um programa de relacionamento, que precisam de três informações para acontecer, e que são enviadas a todos os clientes destas empresas... dá uma sensação boa. Não dá pra negar isso.
Trigger Marketing, CRM, Event-Based Marketing e outros termos relacionados ao Marketing de Relacionamento estão presentes na minha vida desde o começo do ano. Presto consultoria para as empresas que desejam implantar ações de qualidade, relacionamento e vendas com base nos eventos que ocorrem com os clientes. Uma das estratégias mais eficazes, de baixo custo e alto impacto, é justamente parabenizar o cliente no dia do seu aniversário.
A Academia me enviou um e-mail, sugerindo que eu continue a praticar atividade física para conter o avanço da idade.
Da Saraiva e do Submarino eu ganhei descontos exclusivos.
A Renner e a Medial Saúde me enviaram um SMS, desejando sucesso e saúde.
No New Dog eu ganhei um petit gateau de sobremesa.
O Banco Real também me desejou felicidades e sucesso.
Lentesdecontato.net, que fornece as minhas lentes de contato, me enviou um e-mail fofo.
E todas as empresas escrevem meu nome com K, o que até alguns amigos muitas vezes esquecem de fazer.
Mesmo sabendo que estas mensagens vêm de um programa de relacionamento, que precisam de três informações para acontecer, e que são enviadas a todos os clientes destas empresas... dá uma sensação boa. Não dá pra negar isso.
20 de mar. de 2010
O acaso e as previsões
Terminei O Andar do Bêbado, de Leonard Mlodinow. O livro conta toda a história da probabilidade e da estatística, cheio de curiosidades e casos, além de cálculos simples que nos ajudam a entender todas as Teorias e Leis descritas.
Mas o melhor capítulo, também chamado O Andar do Bêbado, traz uma argumentação do autor sobre a aleatoriedade nas nossas vidas e de como não sabemos lidar com ela. Além disso, mostra por que não devemos acreditar em previsões.
Os humanos não conseguem se conformar com o acaso. Sempre buscam padrões de comportamento para conseguir prever o futuro com base nos acontecimentos. É muito fácil fazer isso com os fatos passados. Mas com o futuro? Essa é a grande pergunta de Mlodinow (e talvez de toda a humanidade).
É simples a gente olhar para um acontecimento passado e pensar: eu poderia ter previsto isso! Haviam muitos sinais e eu deixei de vê-los! E este sinais, se fossem isolados, também não significariam muita coisa.
Você está atrasado e, antes de sair, derruba café na blusa. Vai trocá-la e sai ainda mais tarde de casa. Você encontra uma pessoa especial no metrô e acha que o destino fez com que você se atrasasse. Bem, se você não encontrasse ninguém, seria mais um dia de bronca do chefe. E só.
O que quero dizer é que muitas coisas acontecem o tempo todo em nossas vidas. Se alguma delas muda o rumo da nossa história, tendemos a acreditar que foi o destino. Acreditamos em coincidências, deduzimos uma continuidade para as histórias e geramos muitas crenças com base em dados do passado e do presente, sem nenhuma lógica ou padrão real de comportamento. Sim, nós acreditamos em ilusões propostas pelo nosso cérebro, incapaz de aceitar que eventos aleatórios são extremamente comuns e geralmente guiam nossos caminhos, como o Andar do Bêbado.
Recomendo a leitura deste livro por muitas razões: para saber como os físicos, matemáticos e filósofos construíram todas as Teorias de Probabilidades, Cálculos e da Estatística. Para conhecer algumas aplicações práticas destas teorias. Para testar sua habilidades com os números e para medir seu comportamento diante de eventos aleatórios. Mas a maior contribuição do livro é realmente a pergunta: podemos prever o futuro?
Nota: para chegar a este livro, tive que lidar com algumas coincidências. Claro, não representariam nada se fossem isoladas e se eu não tivesse encontrado o livro. Mas, dado que isso aconteceu, acredito que as coincidências realmente me levaram a isso. Ou não.
Mas o melhor capítulo, também chamado O Andar do Bêbado, traz uma argumentação do autor sobre a aleatoriedade nas nossas vidas e de como não sabemos lidar com ela. Além disso, mostra por que não devemos acreditar em previsões.
Os humanos não conseguem se conformar com o acaso. Sempre buscam padrões de comportamento para conseguir prever o futuro com base nos acontecimentos. É muito fácil fazer isso com os fatos passados. Mas com o futuro? Essa é a grande pergunta de Mlodinow (e talvez de toda a humanidade).
É simples a gente olhar para um acontecimento passado e pensar: eu poderia ter previsto isso! Haviam muitos sinais e eu deixei de vê-los! E este sinais, se fossem isolados, também não significariam muita coisa.
Você está atrasado e, antes de sair, derruba café na blusa. Vai trocá-la e sai ainda mais tarde de casa. Você encontra uma pessoa especial no metrô e acha que o destino fez com que você se atrasasse. Bem, se você não encontrasse ninguém, seria mais um dia de bronca do chefe. E só.
O que quero dizer é que muitas coisas acontecem o tempo todo em nossas vidas. Se alguma delas muda o rumo da nossa história, tendemos a acreditar que foi o destino. Acreditamos em coincidências, deduzimos uma continuidade para as histórias e geramos muitas crenças com base em dados do passado e do presente, sem nenhuma lógica ou padrão real de comportamento. Sim, nós acreditamos em ilusões propostas pelo nosso cérebro, incapaz de aceitar que eventos aleatórios são extremamente comuns e geralmente guiam nossos caminhos, como o Andar do Bêbado.
Recomendo a leitura deste livro por muitas razões: para saber como os físicos, matemáticos e filósofos construíram todas as Teorias de Probabilidades, Cálculos e da Estatística. Para conhecer algumas aplicações práticas destas teorias. Para testar sua habilidades com os números e para medir seu comportamento diante de eventos aleatórios. Mas a maior contribuição do livro é realmente a pergunta: podemos prever o futuro?
Nota: para chegar a este livro, tive que lidar com algumas coincidências. Claro, não representariam nada se fossem isoladas e se eu não tivesse encontrado o livro. Mas, dado que isso aconteceu, acredito que as coincidências realmente me levaram a isso. Ou não.
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8 de mar. de 2010
Circuito Vênus - Corrida para Mulheres
Sábado acordei com o tempo horroroso e, juro, quase desisti de pegar o kit para a corrida do domingo. Na esperança de que o tempo melhorasse, encarei a chuvarada e fui até o Jockey. Sucesso! O day care foi super organizado, o kit é fofo e a motivação para participar da prova renasceu das cinzas.
Domingão, 5h, acordei e fui para o Jockey. Peguei o chip e, às 7h40 já estava aguardando a largada.
Fiquei muito tempo sem treinar e, sinceramente, achei que não correria os 10 Km. Ainda mais depois que o sol apareceu. Mas os primeiros quilômetros foram tranquilos e me animei para completar o percurso.
Os primeiros 6 Km foram no asfalto da Lineu de Paula Machado e um pedaço no estacionamento do Jockey. Já o trecho seguinte foi na pista das corridas, ou seja, corremos onde os cavalos correm. A pista era de areia, choveu muito no dia anterior e a partir do Km 7 muitas mulheres já estavam caminhando. Resultado: muitos escorregões e cuidados redobrados para não se machucar.
No último quilômetro passamos pelo estábulo e o cheiro de cocô de cavalo dominou. Como faltava pouco, o jeito foi fingir que nada acontecia e manter o foco.
Cheguei, correndo o tempo todo, em 1h11min10s. Não foi um tempo bom, mas eu gostei do resultado por ter ficado sem treinar, por ter corrido na areia e por ter perdido calorias suficientes para poder aproveitar o aniversário da Juju sem culpa!
Domingão, 5h, acordei e fui para o Jockey. Peguei o chip e, às 7h40 já estava aguardando a largada.
Fiquei muito tempo sem treinar e, sinceramente, achei que não correria os 10 Km. Ainda mais depois que o sol apareceu. Mas os primeiros quilômetros foram tranquilos e me animei para completar o percurso.
Os primeiros 6 Km foram no asfalto da Lineu de Paula Machado e um pedaço no estacionamento do Jockey. Já o trecho seguinte foi na pista das corridas, ou seja, corremos onde os cavalos correm. A pista era de areia, choveu muito no dia anterior e a partir do Km 7 muitas mulheres já estavam caminhando. Resultado: muitos escorregões e cuidados redobrados para não se machucar.
No último quilômetro passamos pelo estábulo e o cheiro de cocô de cavalo dominou. Como faltava pouco, o jeito foi fingir que nada acontecia e manter o foco.
Cheguei, correndo o tempo todo, em 1h11min10s. Não foi um tempo bom, mas eu gostei do resultado por ter ficado sem treinar, por ter corrido na areia e por ter perdido calorias suficientes para poder aproveitar o aniversário da Juju sem culpa!
3 de mar. de 2010
Coldplay, Cold Night
Três meses de expectativa para ver a terceira melhor banda do mundo. Numa noite fria de março (?) eu estava no Morumbi para assistir ao show do Coldplay.
Cheguei no final do show de abertura e achei o som meio estranho. Não por Bat for Lashes, mas pela acústica abafada e baixa da música. Deveria ter previsto que o show seria frio, como o nome da banda.
Enfim, às 21h45 eles entram. O estádio se anima ao som de Life in Technicolor. Mas logo percebemos que o som era aquele mesmo, na altura de um som ambiente na sala de espera do dentista. Isso fez com que a revolta começasse na arquibancada.
Até decifrarmos que Clocks havia começado, o povo da pista já estava pulando. Yellow foi perceptível porque balões amarelos se espalharam pelo público. Neste momento conseguimos acompanhar a plateia, mas não os músicos.
Numa comunidade do Orkut haviam combinado de cantar Happy Birthday para Chris Martin, o aniversariante da noite. Isso seria após In My Place... mas não vingou. No meio do show o baterista nos deu uma mãozinha e puxou um Parabéns pra Você, no bom português, que deve ter deixado o vocalista emocionado.
Lovers in Japan e a chuva de papéis em forma de borboleta foi um momento muito legal, assim como os fogos no final do show. Dos momentos bacanas, lembro de Viva la Vida, Fix You e Life in Technicolor II, que fechou o show.
Fiquei muito decepcionada com o som. Investi um bom dinheiro para ver Coldplay e fechar minha trilogia predileta (U2, Pearl Jam e Coldplay). Espero ter a oportunidade de assistir de novo, desta vez na pista.
O inesperado frio do verão e o triste frio do show deixaram o povo da arquibancada desanimado. Mas valeu a pena participar do coro do Parabéns pra Você. De longe, a melhor parte do show.
Cheguei no final do show de abertura e achei o som meio estranho. Não por Bat for Lashes, mas pela acústica abafada e baixa da música. Deveria ter previsto que o show seria frio, como o nome da banda.
Enfim, às 21h45 eles entram. O estádio se anima ao som de Life in Technicolor. Mas logo percebemos que o som era aquele mesmo, na altura de um som ambiente na sala de espera do dentista. Isso fez com que a revolta começasse na arquibancada.
Até decifrarmos que Clocks havia começado, o povo da pista já estava pulando. Yellow foi perceptível porque balões amarelos se espalharam pelo público. Neste momento conseguimos acompanhar a plateia, mas não os músicos.
Numa comunidade do Orkut haviam combinado de cantar Happy Birthday para Chris Martin, o aniversariante da noite. Isso seria após In My Place... mas não vingou. No meio do show o baterista nos deu uma mãozinha e puxou um Parabéns pra Você, no bom português, que deve ter deixado o vocalista emocionado.
Lovers in Japan e a chuva de papéis em forma de borboleta foi um momento muito legal, assim como os fogos no final do show. Dos momentos bacanas, lembro de Viva la Vida, Fix You e Life in Technicolor II, que fechou o show.
Fiquei muito decepcionada com o som. Investi um bom dinheiro para ver Coldplay e fechar minha trilogia predileta (U2, Pearl Jam e Coldplay). Espero ter a oportunidade de assistir de novo, desta vez na pista.
O inesperado frio do verão e o triste frio do show deixaram o povo da arquibancada desanimado. Mas valeu a pena participar do coro do Parabéns pra Você. De longe, a melhor parte do show.
21 de fev. de 2010
Idas e Vindas do Amor
Era de se esperar que o filme fosse fofinho. Afinal, um nome bonitinho (mesmo que em português não tenha nada a ver com Valentine´s Day) e um elenco lindo poderiam gerar 2 horas de suspiros e entretenimento garantidos. E geraram mesmo!
O florista romântico, lindo e totalmente em extinção, pede a namorada em casamento. A pamonha diz sim e depois volta atrás! Quantas mulheres no mundo não gostariam de estar no lugar da infeliz? Quantas?
Um menininho fofo, apaixonado e que envia flores para a amada. Um casal de velhinhos onde o marido descobre uma mentira sobre a mulher 50 anos depois, mas que a perdoa. Uma moça que tem um segundo emprego estranho, mas que se dá bem com um namorado compreensivo... e fofo!
Amor adolescente retratado pelos Taylors (Lautner "Jacob Black" e Swift), com a cara exata da que vivemos quando tínhamos 17/18 anos.
Quase todos os homens são fofos... exceto o médico casado que mantém a amante com promessas de namorado. Este retrata bem o típico safado, que existe aos montes por aí.
Muito parecido com Simplesmente Amor e Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, Idas e Vindas do Amor é um filme interessante por retratar várias formas de amor, de esperança e de frustração, raiva e desentendimentos. Todos os ingredientes presentes em nossos relacionamentos atuais.
O florista romântico, lindo e totalmente em extinção, pede a namorada em casamento. A pamonha diz sim e depois volta atrás! Quantas mulheres no mundo não gostariam de estar no lugar da infeliz? Quantas?
Um menininho fofo, apaixonado e que envia flores para a amada. Um casal de velhinhos onde o marido descobre uma mentira sobre a mulher 50 anos depois, mas que a perdoa. Uma moça que tem um segundo emprego estranho, mas que se dá bem com um namorado compreensivo... e fofo!
Amor adolescente retratado pelos Taylors (Lautner "Jacob Black" e Swift), com a cara exata da que vivemos quando tínhamos 17/18 anos.
Quase todos os homens são fofos... exceto o médico casado que mantém a amante com promessas de namorado. Este retrata bem o típico safado, que existe aos montes por aí.
Muito parecido com Simplesmente Amor e Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, Idas e Vindas do Amor é um filme interessante por retratar várias formas de amor, de esperança e de frustração, raiva e desentendimentos. Todos os ingredientes presentes em nossos relacionamentos atuais.
13 de fev. de 2010
Invictus
Invictus é um filme delicado. Direção delicada de Clint Eastwood. Tema delicado como o racismo inverso do que conhecemos: os negros contra os brancos. Atuação delicada de Morgan Freeman, o clone de Nelson Mandela com muitos centímetros de altura (de verdade, não lembrava que Freeman era tão alto). Matt Damon delicado para um jogador de Rugby, mas fantástico como capitão de um time desacreditado.
Toda essa delicadeza faz de Invictus um filme muito bom. A superação dos quase 30 anos de prisão traduzida por um poema, o do título, que termina com "Eu sou o dono e senhor do meu destino / eu sou o comandante de minha alma". A superação de um time que era odiado pelos negros e amado pelos brancos. Estes, por mais que gostassem do time, não tinham esperanças de ganhar qualquer coisa.
O incentivo do presidente, a união da torcida, a força do capitão... tudo isso significa que o time pode se superar? No caso, sim! E é muito bom saber que é uma história real, sem balelas como muitos filmes sobre times que assistimos por aí.
Mandela vestindo o uniforme do time não seria nada demais, já que Lula também faria isso. Mas esse gesto na África do Sul de 1995 significava que o país tentava falar a mesma língua, a começar pelo homem mais importante: negro e ex-presidiário, sem família e um pouco teimoso!
Vale a pena assistir. E refletir: se Bafana Bafana, a seleção de futebol da África do Sul, quiser se inspirar em Invictus, nosso hexa deve ficar para 2014!
Toda essa delicadeza faz de Invictus um filme muito bom. A superação dos quase 30 anos de prisão traduzida por um poema, o do título, que termina com "Eu sou o dono e senhor do meu destino / eu sou o comandante de minha alma". A superação de um time que era odiado pelos negros e amado pelos brancos. Estes, por mais que gostassem do time, não tinham esperanças de ganhar qualquer coisa.
O incentivo do presidente, a união da torcida, a força do capitão... tudo isso significa que o time pode se superar? No caso, sim! E é muito bom saber que é uma história real, sem balelas como muitos filmes sobre times que assistimos por aí.
Mandela vestindo o uniforme do time não seria nada demais, já que Lula também faria isso. Mas esse gesto na África do Sul de 1995 significava que o país tentava falar a mesma língua, a começar pelo homem mais importante: negro e ex-presidiário, sem família e um pouco teimoso!
Vale a pena assistir. E refletir: se Bafana Bafana, a seleção de futebol da África do Sul, quiser se inspirar em Invictus, nosso hexa deve ficar para 2014!
9 de fev. de 2010
Casamento carioca
Neste final de semana eu estive no Hell de Janeiro, para o casamento do Solrac e da Paty.
Choveu tanto na sexta, aqui em Sampa, que cheguei no Rio ainda com a barra da calça molhada. Mas foi só descer do avião que já percebi que a secagem seria rápida. Uma brisa muito quente me recebeu de braços abertos, como o Cristo Redentor.
Barra da Tijuca, longe pra caramba do aeroporto. Fico impressionada com a simplicidade do 'pegue a linha amarela', sem farol pra congestionar o trânsito, mas com motoristas bizarros. Acho que nunca vi tantos barbeiros por metro quadrado. E isso não sou eu quem diz não! O próprio taxista lançou essa teoria.
A funilaria e pintura para o casamento foi feita sob 40 graus. Felizmente todos os salões de beleza do Rio têm ar condicionado, mas só de atravessar a rua eu já estava derretendo.
Fiquei com dó dos meninos: como usar um terno debaixo daquele calor? O casamento foi 19h30, ainda claro, ainda muito quente!
A festa foi num ambiente aberto e os noivos pensaram até nas moças calorentas: a distribuição dos leques foi fundamental! A cerveja gelada também!
Na festa, músicas tradicionais: Besame Mucho e Cia Ltda. Depois, os poperôs do momento, algumas músicas anos 90 e... funk! Era previsto, né? Paulista se acaba de dançar nessas horas, pra mostrar que também sabe rebolar (difícil foi fazer isso de vestido). Em seguida, uma (eu disse UMA) música sertaneja, só pra dizer que tocou. Um forrózinho pra ver se algum casal se manifestava e samba! Aí sim, verdadeiro casamento carioca!
Saímos de lá no final da festa e comentamos sobre o casamento. Tudo foi ótimo, tudo mesmo!
No domingo,coragem pra acordar cedo e aproveitar a praia. Um dia lindo de sol e mar... e de volta pra SP.
O Rio é lindo, é legal, é quente, é simpático e tals. Mas Sampa é Sampa, meu. Não tem comparação!
Choveu tanto na sexta, aqui em Sampa, que cheguei no Rio ainda com a barra da calça molhada. Mas foi só descer do avião que já percebi que a secagem seria rápida. Uma brisa muito quente me recebeu de braços abertos, como o Cristo Redentor.
Barra da Tijuca, longe pra caramba do aeroporto. Fico impressionada com a simplicidade do 'pegue a linha amarela', sem farol pra congestionar o trânsito, mas com motoristas bizarros. Acho que nunca vi tantos barbeiros por metro quadrado. E isso não sou eu quem diz não! O próprio taxista lançou essa teoria.
A funilaria e pintura para o casamento foi feita sob 40 graus. Felizmente todos os salões de beleza do Rio têm ar condicionado, mas só de atravessar a rua eu já estava derretendo.
Fiquei com dó dos meninos: como usar um terno debaixo daquele calor? O casamento foi 19h30, ainda claro, ainda muito quente!
A festa foi num ambiente aberto e os noivos pensaram até nas moças calorentas: a distribuição dos leques foi fundamental! A cerveja gelada também!
Na festa, músicas tradicionais: Besame Mucho e Cia Ltda. Depois, os poperôs do momento, algumas músicas anos 90 e... funk! Era previsto, né? Paulista se acaba de dançar nessas horas, pra mostrar que também sabe rebolar (difícil foi fazer isso de vestido). Em seguida, uma (eu disse UMA) música sertaneja, só pra dizer que tocou. Um forrózinho pra ver se algum casal se manifestava e samba! Aí sim, verdadeiro casamento carioca!
Saímos de lá no final da festa e comentamos sobre o casamento. Tudo foi ótimo, tudo mesmo!
No domingo,coragem pra acordar cedo e aproveitar a praia. Um dia lindo de sol e mar... e de volta pra SP.
O Rio é lindo, é legal, é quente, é simpático e tals. Mas Sampa é Sampa, meu. Não tem comparação!
24 de jan. de 2010
O Símbolo Perdido
Desta vez eu demorei um mês para terminar um livro de Dan Brown. Tudo bem que o Natal, o Reveillon e as mini-férias estiveram no meio do caminho, mas eu também não estava tão empolgada como costumo ficar quando leio algo deste autor.
Ainda acho Anjos e Demônios melhor e, em relação a O Código da Vinci, prefiro não comparar (este foi o primeiro e o que me levou a mais questionamentos).
Gostei muito de saber mais sobre Maçonaria. Sempre tive muita curiosidade e medo, além de ser um tema com poucas explicações para quem não é da irmandade e, principalmente, mulher. Eu não fazia ideia dos rituais para subir de grau e nem que tantos monumentos são inspirados na fancomaçonaria. Mas não fiquei surpresa com o número de homens influentes que faziam parte da irmandade. Sempre li que os maçons são homens ricos e sábios, e que são muito unidos. Sempre oferecem ajuda aos irmãos quando estes estão com problemas.
Foi uma leitura muito ilustrativa, mesmo que tenha chegado ao final sem acreditar em muita coisa. De qualquer forma, Dan Brown conseguiu fazer o que sempre fez comigo: criar um ciclo de reflexão e questionamentos.
O próximo livro é de Saramago. Será o primeiro dele. Espero gostar!
Ainda acho Anjos e Demônios melhor e, em relação a O Código da Vinci, prefiro não comparar (este foi o primeiro e o que me levou a mais questionamentos).
Gostei muito de saber mais sobre Maçonaria. Sempre tive muita curiosidade e medo, além de ser um tema com poucas explicações para quem não é da irmandade e, principalmente, mulher. Eu não fazia ideia dos rituais para subir de grau e nem que tantos monumentos são inspirados na fancomaçonaria. Mas não fiquei surpresa com o número de homens influentes que faziam parte da irmandade. Sempre li que os maçons são homens ricos e sábios, e que são muito unidos. Sempre oferecem ajuda aos irmãos quando estes estão com problemas.
Foi uma leitura muito ilustrativa, mesmo que tenha chegado ao final sem acreditar em muita coisa. De qualquer forma, Dan Brown conseguiu fazer o que sempre fez comigo: criar um ciclo de reflexão e questionamentos.
O próximo livro é de Saramago. Será o primeiro dele. Espero gostar!
Muita ação e pouca dedução
Acabo de assistir Sherlock Holmes.
Apesar de acontecer duas interrupções por queda de energia (uma com 10 minutos de duração e outra com 15 minutos), consegui assistir até o final.
Bem, vi muitas explosões, vi um Watson mais ativo do que eu esperava, vi um Sherlock Holmes meio porquinho. Tudo um pouco diferente do que sempre imaginei nos livros de Arthur Conan Doyle.
Todas as deduções ficaram em segundo plano. E isso, para mim, sempre foi o que de melhor Holmes sabe fazer. Ainda assim, foi fascinante acompanhar estas poucas deduções e também Robert Downey Jr, com sua eterna cara de psicopata.
Filme bom pra quem gosta de ação e mistério. Filme mediano para quem gosta de Sherlock Holmes. Filme ruim para quem resolveu encarar o cinema em mais um dos intermináveis dias de chuva de São Paulo.
Apesar de acontecer duas interrupções por queda de energia (uma com 10 minutos de duração e outra com 15 minutos), consegui assistir até o final.
Bem, vi muitas explosões, vi um Watson mais ativo do que eu esperava, vi um Sherlock Holmes meio porquinho. Tudo um pouco diferente do que sempre imaginei nos livros de Arthur Conan Doyle.
Todas as deduções ficaram em segundo plano. E isso, para mim, sempre foi o que de melhor Holmes sabe fazer. Ainda assim, foi fascinante acompanhar estas poucas deduções e também Robert Downey Jr, com sua eterna cara de psicopata.
Filme bom pra quem gosta de ação e mistério. Filme mediano para quem gosta de Sherlock Holmes. Filme ruim para quem resolveu encarar o cinema em mais um dos intermináveis dias de chuva de São Paulo.
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