29 de dez. de 2010

Better Days - Minha Música para 2010

Eddie Vedder é um dos meus cantores preferidos. Não só porque ele é vocalista da segunda melhor banda do mundo, Pearl Jam, mas porque sua voz embala boa parte da minha vida.
Essa música faz parte da trilha sonora de Comer Rezar Amar, um dos meus livros prediletos e que foi transformado num dos melhores filmes deste ano. O filme não é bom pelo enredo em si, mas pelo que ele significa para muitas mulheres como eu, que desejariam ter a oportunidade de tirar um ano sabático para pensar na vida e, de quebra, encontrar um amor.
A letra desta música é sensível, o ritmo incrível e os elementos indianos nos fazem viajar.
Para todos que fazem parte da minha vida: Better Days. Feliz 2011!

Better Days - Eddie Vedder

I feel part of the universe open up to meet me
My emotion so submerged broken down to kneeling
What's listening?
Voices they care

Had to somehow greet myself
Greet myself
Heard vibrations within my cells
In my cells

Singin' laaa

My love is saved for the universe
See me now I'm bursting
On one planet so many turns
Different worlds

Singin' laaa

Fill my heart with discipline
Put there for the teaching
In my head see clouds of stairs
Help me as I'm reaching

The future's paved
With better days

Night runnin'
From something
I'm running towards the day
Wide awake

All whispered
Once quiet
Now rising to a scream
Right in me

I'm fallin'
Free fallin'
World's calling me
Up off my knees

Oh, I'm soaring
Yeah, and darling
You'll be the one that I can need
And still be free

Our future's paved with better days

7 de dez. de 2010

Esperança

Tecnicamente, esperança é "Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se realize".
A esperança tem que se bem dosada. A falta torna a pessoa apática, desanimada, deprimida. O excesso faz com que o esperançoso pare e fique esperando que algo aconteça mesmo que ele não tenha motivos para acreditar nisso. A dose boa é aquela suficiente para encorajar, motivar e alegrar o processo da espera.
A esperança bem sucedida é aquela de curta duração, que dá energia extra para aguentar mais um pouquinho. A má sucedida é aquela que não tem um plano B.
Quanto menor a esperança, mais pessimista é o sujeito. A vida é vazia e a pessoa é chata. Grande esperança é perigosa, pois causa uma grande frustração quando é em vão.
Dar esperança requer responsabilidade, pois exige que você sustente uma dependência. Tirar a esperança requer coragem, pois geralmente causa dor a alguém.
Sempre aprendemos que a esperança é uma coisa boa. Isso só é verdade se for bem embasada. A esperança sem fundamento é ruim e causa uma sensação de tempo perdido.Um ditado americano diz que "a esperança é um bom café da manhã, mas uma ceia pobre".
A esperança é necessária a qualquer ser humano, mas a sabedoria está em esperar pela coisa certa, durante o tempo certo. E isso requer muita prática, avaliação, dor e conquistas. O objetivo é encontrar a dose certa.

26 de nov. de 2010

Somatização?

No final de semana passado, acamada por causa de uma gripe. Na última terça, uma crise de lombalgia me afastou do trabalho, dos amigos e dos problemas.
Sempre ouvi dizer que transformamos boa parte de nossas emoções negativas em doenças. O nódulo na tireóide pode ser acúmulo de palavras não ditas, a tosse pode ser a necessidade de expelir algum sentimento ruim, a dor nas costas pode ser o excesso de peso, de culpa ou de problemas que não conseguimos mais carregar.
Independente da causa, a lombalgia é uma dor intensa que ocorre na região da coluna lombar e pode ser causada por hérnia de disco, protusão, inflamação do nervo ciático ou outro tipo de inflamação. A dor começa na coluna e irradia para a perna, impedindo alguns movimentos. Você acha que vai ficar 'travada' pra sempre, que nunca mais vai conseguir andar. É um desespero indescritível, uma vontade de arrancar a dor com as mãos, de nunca mais levantar da cama ou de nunca mais deitar. A irritabilidade aumenta quando alguém tenta te ajudar a levantar: o sentimento de impotência nos torna mais arrogante.
Quatro dias de repouso e a dor não cessa. Quatro dias à base de antiinflamatórios, analgésicos opiáceos e agora cortisona. Isso me deixa imprestável: a cabeça não funciona direito, os pensamentos ficam um pouco desconexos. Tudo fica confuso.
E a cabeça, a única coisa que pode trabalhar agora, não pára! Passar muito tempo pensando também não tem sido muito bom (ainda mais para uma pessoa tão criativa quanto eu).
O fato é que eu odeio me sentir assim. Essa dor é horrível, irritante, chata. Ela bloqueia seus movimentos simples. Ela te torna pequeno, impotente, triste.
Muita pressão? Muita culpa? Muita correria? É o corpo pedindo uma pausa? Ok, já entendi. Agora tira essa dor daqui, por favor?

1 de nov. de 2010

CNH e relacionamento

Fui inserida no mundo mágico das metáforas. Sempre ouvi falar que eram ótimas para fixar lições de vida. A famosa 'moral da história', presente também nas fábulas, é ótima para sair da cartola a qualquer momento. As metáforas formam um banco de dados de fácil acesso, sempre disponíveis para te ajudar a dar uma palavra amiga ou para que você se lembre de algum ensinamento bacana.
A terapeuta adora sapatos, roupas e comida. Alguns amigos usam bebidas como exemplo. Há quem fale de Buda, Jesus e suas parábolas, La Fontaine, Esopo, animais, flores e até futebol. Com o tempo, começamos a criar as nossas próprias metáforas. Vou dividir uma delas neste post.
Você conhece um sujeito e ele acabou de tirar a carta. Ele tem um período de experiência, onde não pode tomar multas, que deve mostrar que ele está apto a tirar a carteira definitiva. Muito bem, o carinha passou no teste.
A partir daí, ele começa a cometer algumas infrações. Claro, quando você acha que domina o carro e sabe dirigir bem, acaba se tornando um pouco arrojado. Bebe e resolve dirigir, faz ultrapassagens proibidas, não respeita o farol vermelho. Até ai, se o marronzinho ou o radar não estiver por perto, ele se safa.
Mas você começa a pegar essas infrações. Algumas leves, como um atraso. Algumas médias, como simplesmente esquecer que combinou de te acompanhar num aniversário. Mas existem infrações gravíssimas, onde perder a habilitação seria o mínimo a acontecer.
Você dá uma chance. Cria um cursinho de reciclagem e matricula a criatura. Ele é esforçado, sabe que depende disso pra voltar a dirigir. Após o curso, passa um período com uma direção bem cuidadosa. Há um medo de perder a habilitação novamente. Mas esse medo começa a se dissipar à medida em que o sujeito vai ganhando a confiança (a autoconfiança e a sua confiança). Ele pode se manter assim, mas um belo dia a direção ofensiva e perigosa pode voltar e pronto. E desta vez você não perdoa, não dá uma chance de reciclagem e simplesmente não deixa que esta criatura volte a dirigir.
O sistema de pontos funciona bem para você avaliar aquilo que é importante pra você. É um sistema racional, é verdade. Mas se você não tem esse apoio 'preto no branco', acaba sendo guiado pelo coração. E geralmente ele não é um bom piloto se não tiver a razão pra puxar o freio na hora certa.
De qualquer forma, acho que essa metáfora ajuda a explicar alguma coisa. E também ajuda quando você ou algum amigo precisa tomar uma atitude racional quando se depara com um relacionamento complicado.

25 de out. de 2010

Inspiração

Abri o blog com muitas ideias na cabeça. Queria falar sobre um dos temas que têm me feito refletir nesses dias. São vários temas, todos interessantes e com muita coisa para escrever. Um rico material.
Mas então eu faço o login e começo a escrever. Escolho um tema e não passo do primeiro parágrafo. Começo outro e fico achando que está melancólico demais, que não vou conseguir encontrar um desfecho. Ou então decido escrever algo tão pessoal que o alvo das farpas e comentários iria rapidamente se reconhecer. E eu, definitivamente, não quero usar esse espaço para ficar dando indiretas para ninguém.
O fato é que a inspiração se perdeu em algum lugar entre o login e a 'nova postagem'.
Sua ausência foi sentida, mas ela volta em breve.

22 de out. de 2010

O Casamento de Rachel

Kym sai da clínica de reabilitação para comparecer ao casamento da irmã Rachel. A primeira conversa, ainda na clínica, já indica que o filme será intenso. Um drama familiar extremamente complexo, relações estranhas, conversas agressivas. Acusações, insinuações, culpas e amor, amizade, família.
É um filme muito simples. Sem sequências de ações, filmado como um vídeo caseiro, com retrato de um único final de semana. A compensação vem com uma história absolutamente envolvente, tensa, repleta de reviravoltas e diálogos complexos e sinceros.
Kym - O desejo de reparação de quem está presa por uma culpa, descontada no álcool.
Rachel - Desejo de livrar-se de um incômodo, para não atrapalhar o seu casamento.
Abby - Desejo de manter uma pessoa culpada, sem assumir que também erra.
Paul - Desejo de ver uma família unida, sem precisar tomar partido de ninguém.
Sidney - Desejo de se casar com Rachel. Coitado! Cai de paraquedas numa família confusa e ainda consegue ajudar a todos (mesmo que não se dê conta disso).
Anne Hattaway está fantástica como Kym, antes e depois do olho roxo. Um dramalhão com bastante material para reflexão. E agradecimento! Por ter uma família completamente diferente daquela.

18 de out. de 2010

Querido John

Nunca li Nicholas Sparks. Sei que existem clássicos como Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão, mas nunca me interessei pelo autor. Aliás, nem pelos filmes. Acreditei que ver Querido John pudesse me animar para conhecer Sparks, mas ainda não foi dessa vez.
A história tem os elementos básicos de um dramalhão romântico: uma paixão avassaladora, obstáculos, luta por ideais, relações familiares, praia, exército. A mocinha é bem uma mocinha: boazinha, cheia de sonhos, super simpática com todos, muito compreensiva e amorosa. O mocinho é aquele homem durão, que não se dá bem com o pai, que quer servir e lutar pelo país. Eles se conhecem e vivem um amor de verão, puro e bem, mas bem meloso.
O destino, o ideal de guerra, a conclusão da faculdade, o desejo de cuidar dos outros e outros problemas acabam separando o casal, que decide então manter o relacionamento por correspondência.
Todos esses argumentos renderiam lágrimas e sofrimento, se não tivesse sido tão superficial. O filme é simples demais, pouco explorado e entediante. Até vale a sessão da tarde, mas não vale um replay.
De qualquer forma, vou assistir a algum outro filme baseado na obra de Sparks. Mas acho que preciso de um pouco mais de estímulo para começar a ler.

8 de out. de 2010

Comer Rezar Amar

Outro dia estava conversando com meus colegas de trabalho sobre filmes e, dentre algumas coisas, concluímos que viver a vida de outras pessoas, mesmo que seja na ficção, pode nos ajudar. Primeiro porque passamos algumas horas entretidos. Segundo porque, consequentemente, congelamos a nossa vida. E, o principal, sempre ganhamos temas para reflexão, mesmo que o filme não seja tão bom.
Comer Rezar Amar foi o livro que li no Reveillon 2008/2009. Na época eu estava na Praia Grande com a minha família (que brigava comigo por minha fixação no livro). Foi uma leitura agradável, com uma narradora sensível, uma história bacana. Por mais que eu tenha gostado do livro, não mexeu tanto comigo, provavelmente pela fase que eu estava vivendo.
Na expectativa de ver Julia Roberts e Javier Bardem, e debaixo de chuva forte, ontem assisti ao filme. Eu gosto muito de ver os livros que li retratados na telona. Sempre acho que o livro supera o filme, mas a forma como o diretor e os atores o transformam, para mim, é uma expectativa a parte.
A identificação com Liz é instantânea. Seus sentimentos, suas falhas, suas culpas são compartilhadas conosco. Conseguimos compreender o porquê da sua busca, e passamos a viajar com ela.
Na Itália, Liz deixa de lado a culpa pela gula. Comer é um dos maiores prazeres que temos e, na companhia de pessoas felizes, faz com que o evento seja ainda mais gostoso. Ainda juntando seus cacos, Liz já começa a se livrar de alguns fantasmas.
Na Índia, ela se dá conta de coisas como a importância do silêncio, do perdão a si mesma e da disciplina.
Na Indonésia, fechando o ciclo, ela se entrega a um novo amor. Ainda com medo, é verdade. Mas acho que nenhuma mulher em sã consciência dispensaria um Felipe (claro que o Javier Bardem contribui bastante).

Ganhei um soco na boca do estômago, ganhei material para reflexão, ganhei uma vontade enorme de mudar. Ganhei um tempo pra escapar da chuva, ganhei um tempo para congelar a minha vida e viver a de Liz. Ganhei muito mais do que pretendia. E agora tenho um desejo enorme de compartilhar.

5 de out. de 2010

Órfã de Stieg Larsson

Tenho certeza que não serei a única a sentir-se órfã com o fim de A Rainha do Castelo de Ar. Mas Stieg Larsson nos deixou e, infelizmente, não teremos mais o prazer de conhecer uma nova obra.
Os Homens que não Amavam as Mulheres: o primeiro, o que apresenta os personagens, o que tem uma trama central que termina no mesmo livro. Conhecemos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, entendemos como é o clima na Suécia, o jornalismo investigativo, a mente criativa de uma hacker, a família Vanger e sua formação quase mafiosa. Leitura agradável e com gosto de quero mais.
A Menina que Brincava com Fogo: passamos a mergulhar na essência de Salander. A história é outra e aprendemos a amá-la profundamente, a admirá-la por tudo o que fez e é capaz de fazer atrás da sua fragilidade corporal. Mas a mente de Lisbeth, complexa e apaixonante, nos surpreende em cada trecho do livro. Claro, existe uma parte negativa na narrativa de Larsson: alguns personagens são introduzidos com uma história quase entendiante. Dá vontade de pular, mas você não faz isso por medo de ser um personagem essencial para a trama. A história principal é incrível e não tem absolutamente nada a ver com o primeiro livro.
A Rainha do Castelo de Ar: o clímax e o encerramento da trilogia. Fantástico! Reviravoltas, mortes surpreendentes, você acha que os bonzinhos estão impotentes, você acha que os vilões são invencíveis. E eles te acompanham desde o segundo livro, cada vez mais poderosos.
Você quer devorar o livro, mas não quer chegar ao final tão rápido, já que é o último.
FIM
Ainda atordoada com o encerramento da trilogia, tenho receio de começar um novo livro e achar que o autor nunca será bom como Stieg Larsson. Mas acho, sinceramente, que não deve ter comparação. E se a morte dele, por um lado, nos deixa sem novos livros, por outro nos impede de ficar frustrados. A expectativa seria tanta, que haveria o risco de decepcionar.

4 de out. de 2010

O Último Exorcismo

Com tantos filmes para assistir, como Comer Rezar Amar, tive que ceder à maioria e ver O Último Exorcismo. E todos sabem que eu simplesmente odeio filmes de terror.
Já assisti a alguns do Stephen King, autor que eu curto bastante. Também vi o clássico O Exorcista e gostei da versão do diretor. A Bruxa de Blair foi o último que vi, espontaneamente, e que me causou traumas profundos. Eu não consegui dormir, fiquei realmente apavorada. Nunca vi nenhum dos Jogos Mortais. E não pretendo ver. Bem, acho que expliquei de onde vem meu ódio por filmes de terror.

O Último Exorcismo foi feito em formato documentário. A câmera segue um reverendo pilantra que finge que faz exorcismo para tirar dinheiro das vítimas. Até que esse exorcista recebe um chamado e vai a uma fazenda afastada para conter os supostos ataques demoníacos aos animais, cometidos por sua filha adolescente.
Ok, parei, não vou contar o final.

Continuo odiando filmes de terror. E não vou mais ceder a pedidos e ficar revoltada ao sair do cinema.

24 de ago. de 2010

Conselho de Rilke

O poeta alemão Rainer Maria Rilke em Cartas a um Jovem Poeta, dá este conselho:

"Não busque as respostas que não lhe podem ser dadas agora porque você não seria capaz
de vivê-las. E o importante é viver tudo. Viver as perguntas agora. Talvez então, um dia, no futuro distante, gradualmente, sem mesmo notar, você viva seu caminho até a
resposta."

23 de ago. de 2010

Museu do Futebol, Duque de Caxias e Achiropita

O título do post ficou com cara de Crônicas de Nárnia, é verdade. Mas vou tentar resumir os eventos do final de semana.

MUSEU DO FUTEBOL
Eu e minha irmã, devidamente trajadas com o manto verde, estivemos no museu do futebol (na véspera do clássico Gamba X Bambi). Isso significa que ouvimos xingamentos e elogios, dependendo do ponto de vista. De qualquer forma, vamos ao museu.
Muitas histórias, fatos curiosos e interatividade. Pudemos rever alguns gols importantes, narrados por quem escolhêssemos. Vimos em telões várias torcidas e seus hinos, arrepiante. Vimos o Ronaldinho Gaúcho em 3D, numa embaixadinha sem fim. Também conhecemos de forma lúdica todas as regras do futebol. Mesmo sendo meninas, nós somos bem espertinhas neste aspecto.
Um passeio bem divertido, que não leva mais que 3 horas e pode ser feito a qualquer momento (exceto em dias de jogos no Pacaembu).

DUQUE DE CAXIAS 10K
A largada às 7h15 foi cruel. Mas, mais cruel, é o percurso! O mesmo trajeto da Samsung que fiz em novembro, mas a falta de treino me fez enxergar um caminho muito mais difícil. Meu tempo não foi bom, principalmente se comparado ao Circuito Vênus, de março. E isso tudo me fez lembrar do quanto eu gosto de correr e me fez refletir porque deixei de treinar. Mas isso será corrigido!
Revi alguns amigos do Fleury, o dia estava lindo, aproveitei o tempo para pensar na vida (já que o objetivo era completar a prova e não melhorar o tempo). Fiquei exausta, mas bem contente por ter terminado a corrida sem ter tido nenhum problema.

FESTA DA ACHIROPITA
A festa da comilança desenfreada! São tentações italianas do início ao fim da rua. Muito cheio, como sempre, mas longe de estar lotado, o que me surpreendeu bastante.
Como Nova Schin ninguém merece, encontramos umas Brahminhas em algum beco da festa.
A fogazza é uma delícia! O antepasto estava sensacional.
O curioso foi ter comprado uma rifa pra concorrer a um Uno Way. Custa R$ 5,00, com a contribuição para as obras assistenciais. Mas o surreal é o segundo prêmio: 100 Kg de provolone e 40 litros de vinho! No mínimo, bizarro.

20 de ago. de 2010

MIDA - Mulheres que Inferem Demais Anônimas

Ontem estive com uma grande amiga e uma nova amiga, num rodízio de pizza. Enquanto comíamos os 140 pedaços variados, filosofamos sobre algumas coisas que nos incomodavam nos últimos tempos.
As três fazem parte de um grupo de mulheres que têm uma mente criativa, lógica e muito conclusiva. Com base em experiências, comportamentos anteriores e conhecimentos adquiridos, nós normalmente concluímos as coisas com poucas informações. Por um lado, é um exercício fantástico. Por outro lado, criamos histórias completas e, pior, acreditamos nelas como verdade. E aí, meus caros, a bola de neve está formada.
Pensamos, numa brincadeira, em formar o MIDA - Mulheres que Inferem Demais Anônimas. Por enquanto não temos a intenção de fazer disso algo mais sério, mas sabemos que isso pode ajudar a nós. A ideia é observar a amiga e dizer "você está inferindo!" a cada vez que a moça concluir algo sem os fatos.
A mente criativa de toda mulher chega ao extremo de sofrer por antecipação, sem ter informações suficientes para concluir alguma coisa. Se um dia nós passamos por uma situação X, lembramos dos traumas a cada vez que um início de situação é parecido com a X. O desfecho pode ser totalmente diferente, mas nossa experiência já concluiu, já nos fez sofrer e já nos fez prometer um monte de coisas.
"Só por hoje eu não vou inferir", lema frequente de AAs, NAs e todos os outros grupos de ajuda, faz todo o sentido para nós. Vigiar é muito difícil, por isso precisamos das amigas para nos conter, apontar e nos ajudar a analisar a situação.
Contra fatos não há argumentos. Contra deduções há reflexão contínua e policiamento.