Estive no Morumbi em 1998, na PopMart Tour. Estive também em 2006, na Vertigo Tour. E agora, em 09/04/2011, eu estava lá novamente para acompanhar o épico U2360° Tour.
Incrível é uma palavra muito pequena para descrever o show. Mesmo na arquibancada, onde teoricamente a visão não é das mais privilegiadas, foi possível ver a monstruosidade do palco, aquela estrutura que mais parecia um massageador de couro cabeludo (que vende na 25 de Março). Uma mistura de inseto com algo de Transformers. E com um telão flexível, tanto na altura quanto na dimensão, também nos 360°.
Isso tudo é pano de fundo. O que encanta mesmo, e sempre vai encantar, são as músicas e o clima do show. Even Better than the Real Thing abre o show, logo depois de um estranho "Trem das Onze", devidamente cantada pelos presentes. E, na sequência, canções dos álbuns No Line on the Horizon, How to Dismantle an Atomic Bomb, Achtung Baby, All that you Can't Leave Behind... e até músicas do The Joshua Tree. Algumas repaginadas, mas sempre fantásticas.
Bono, como sempre (a até esteve no Trend Topics do Twitter por isso), um fofo. Fofo por interagir conosco, por falar de balada, de pizza e finalizar com uma singela homenagem às crianças mortas em Realengo. Sempre engajado!
O que faz a banda ser a melhor do mundo não é só a grandiosidade dos seus shows ou das letras bem construídas. Tampouco os solos de The Edge ou a voz de Bono. O que faz U2 ser perfeito é o conjunto da obra. Uma banda tão antiga quanto eu, manter o pique e a perfeição por tanto tempo, deve ser, no mínimo respeitada. Para nós, fãs, amada.
E por quantas vezes U2 vier ao Brasil, este será o número de vezes que estarei no show!
12 de abr. de 2011
9 de fev. de 2011
Comprometida - Elizabeth Gilbert
Resolvi ler Comprometida porque achei Comer Rezar Amar, da mesma autora, um livro incrível. Sinceramente, acreditei que ela fosse descrever o quanto era feliz com Felipe e todas as viagens maravilhosas que fizeram juntos desde que se conheceram em Bali.
Fiquei surpresa quando percebi que o tema era outro. Como Filipe, um brasileiro naturalizado australiano, foi proibido de entrar novamente nos EUA se não fosse casado com uma americana, a única forma do casal construir um lar no país dela seria a partir de um casamento. Até aí, eles se amam e já vivem juntos. Conhecem um ao outro e, até mesmo, sabem bem como são como casal. É óbvio que um casamento seria algo natural, sendo os dois pessoas divorciadas e livres.
Mas eles têm traumas. Ambos tiveram casamentos mal sucedidos e achavam que uma experiência destas bastava por uma vida. Para minimizar estes traumas, Liz resolve estudar sobre o matrimônio enquanto viaja com Filipe pelos países mais estranhos que se pode imaginar: Laos, Camboja, Tailândia. Entre longas viagens de ônibus, nas situações mais precárias possíveis, Liz entrevista as famílias locais, faz pesquisas históricas sobre o casamento e tenta, de todas as formas, se preparar para o grande evento.
A narrativa é bastante sensível e faz cair por terra toda aquela história de que basta amor para casar. Se achamos que hoje temos sorte por vivermos numa sociedade em que é possível escolher seu cônjuge por amor, também temos os maiores índices de divórcio. Se um único sentimento é capaz de sustentar um casamento, tudo se acaba quando ele acaba (e ele acaba). Como manter um casamento sem bases de companheirismo, confiança, situação financeira suficiente, valores de família e divisão de responsabilidades? Tudo o que se perdoa pelo amor acaba subindo à tona em algum momento, especialmente quando o amor começa a enfraquecer.
Entre relatos, pesquisas históricas, filosofia, psicologia e os próprios pensamentos da autora, o livro é muito bom. Vale para quem pensa em construir uma vida com alguém, para quem não tem ninguém e até mesmo para quem já vive um casamento. Vale para quem gosta de refletir e para quem acha que o amor é o grande sentimento que nos impulsiona a escolher alguém para a vida toda.
Fiquei surpresa quando percebi que o tema era outro. Como Filipe, um brasileiro naturalizado australiano, foi proibido de entrar novamente nos EUA se não fosse casado com uma americana, a única forma do casal construir um lar no país dela seria a partir de um casamento. Até aí, eles se amam e já vivem juntos. Conhecem um ao outro e, até mesmo, sabem bem como são como casal. É óbvio que um casamento seria algo natural, sendo os dois pessoas divorciadas e livres.
Mas eles têm traumas. Ambos tiveram casamentos mal sucedidos e achavam que uma experiência destas bastava por uma vida. Para minimizar estes traumas, Liz resolve estudar sobre o matrimônio enquanto viaja com Filipe pelos países mais estranhos que se pode imaginar: Laos, Camboja, Tailândia. Entre longas viagens de ônibus, nas situações mais precárias possíveis, Liz entrevista as famílias locais, faz pesquisas históricas sobre o casamento e tenta, de todas as formas, se preparar para o grande evento.
A narrativa é bastante sensível e faz cair por terra toda aquela história de que basta amor para casar. Se achamos que hoje temos sorte por vivermos numa sociedade em que é possível escolher seu cônjuge por amor, também temos os maiores índices de divórcio. Se um único sentimento é capaz de sustentar um casamento, tudo se acaba quando ele acaba (e ele acaba). Como manter um casamento sem bases de companheirismo, confiança, situação financeira suficiente, valores de família e divisão de responsabilidades? Tudo o que se perdoa pelo amor acaba subindo à tona em algum momento, especialmente quando o amor começa a enfraquecer.
Entre relatos, pesquisas históricas, filosofia, psicologia e os próprios pensamentos da autora, o livro é muito bom. Vale para quem pensa em construir uma vida com alguém, para quem não tem ninguém e até mesmo para quem já vive um casamento. Vale para quem gosta de refletir e para quem acha que o amor é o grande sentimento que nos impulsiona a escolher alguém para a vida toda.
17 de jan. de 2011
Amy Winehouse
Histórias trágicas como a de Jim Morrison, Janis Joplin, Elvis e Kurt Cobain sempre estiveram um tanto longe de mim. Vi suas vidas retratadas em filmes, documentários ou sendo contadas pelas pessoas mais velhas. Mas nunca cheguei a ver um artista nas condições deploráveis do vício, até estar no show da Amy Winehouse.
A voz desta criatura, incrível nos álbuns Back to Black e Frank, está desaparecendo. Ela canta com olhos vidrados, ela não interage com o público, ela erra letras, afasta o microfone na hora errada, atropela a banda. Nitidamente cheira cocaína durante o show, bebe alguma coisa estranha, conversa com os integrantes da banda e nos dá medo de não vê-la de novo após os intervalos.
Pelo menos 20 mil pessoas estiveram na Arena Anhembi, em São Paulo, para assistir a esse show. Sim, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne eram coadjuvantes. Todos estavam ali para ouvir a voz perfeita de Amy. Faltou cerveja, o espaço estava lotado e houve atraso. Mesmo assim, ainda esperávamos por um bom show.
Nós merecíamos um show mais íntimo, numa casa como o Credicard Hall ou HSBC. Amy não é para show aberto. Amy não é para uma galera que está se espremendo num espaço ruim. Amy é para um show pequeno.
O público ameaçou uma animação apenas com algumas músicas: Rehab, Valerie, You Know I'm no Good. Mas o show foi rápido demais, desanimado demais e caro demais.
Estive lá e posso contar, no futuro, como é assistir a um show de um artista em decadência. Mas posso contar também que, apesar de tudo, a voz desta mulher é abençoada... por enquanto.
A voz desta criatura, incrível nos álbuns Back to Black e Frank, está desaparecendo. Ela canta com olhos vidrados, ela não interage com o público, ela erra letras, afasta o microfone na hora errada, atropela a banda. Nitidamente cheira cocaína durante o show, bebe alguma coisa estranha, conversa com os integrantes da banda e nos dá medo de não vê-la de novo após os intervalos.
Pelo menos 20 mil pessoas estiveram na Arena Anhembi, em São Paulo, para assistir a esse show. Sim, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne eram coadjuvantes. Todos estavam ali para ouvir a voz perfeita de Amy. Faltou cerveja, o espaço estava lotado e houve atraso. Mesmo assim, ainda esperávamos por um bom show.
Nós merecíamos um show mais íntimo, numa casa como o Credicard Hall ou HSBC. Amy não é para show aberto. Amy não é para uma galera que está se espremendo num espaço ruim. Amy é para um show pequeno.
O público ameaçou uma animação apenas com algumas músicas: Rehab, Valerie, You Know I'm no Good. Mas o show foi rápido demais, desanimado demais e caro demais.
Estive lá e posso contar, no futuro, como é assistir a um show de um artista em decadência. Mas posso contar também que, apesar de tudo, a voz desta mulher é abençoada... por enquanto.
3 de jan. de 2011
Faxina!
Ontem foi dia de faxina. Abri o armário onde guardava livros, diários e recordações e comecei...
Uma infinidade de livros de auto-ajuda que talvez sirvam para outras pessoas, como um dia serviram para mim. Não quero cuspir no prato que comi, eu leio mesmo! Apenas acredito que eles me trouxeram alento nos momentos que mais precisei e que agora podem tentar fazer o mesmo por outras pessoas.
Livros de ficção que eu adoro, mas tenho certeza de que não vou reler nos próximos anos. Alguns vão ficar, como Crime e Castigo, pois sei que um dia alguém vai querer que eu empreste um livro que eu julgo indispensável para quem quer uma boa história, uma boa lição ou um pouco de estímulo para pensar nas coisas da vida.
Nenhum diário foi poupado. Tenho por costume escrever desde os 15 anos. Sei que não vou utilizá-los para compor minhas memórias e às vezes eu tenho medo de pegar um ao acaso e ler. Não quero reviver emoções ruins, como foi a morte do meu pai ou o rompimento com o meu ex-namorado. As boas lembranças ficam na memória, por isso achei que deveria me desfazer dos muitos cadernos que escrevi.
As fotos sorridentes ao lado de pessoas que fizeram parte da minha vida também estavam lá. Não eram fotos de família, eram fotos de casais alegres e que um dia foram muito felizes. Eu sempre estava sorrindo ao lado de algum ex-namorado, mas algumas fotos hoje não têm muito significado. Guardei aquelas que mostram a figura que mais amei e confesso que me deu um aperto no coração quando vi uma das fotos. Por mais que hoje não estejamos mais juntos, passei quatro felizes anos de minha vida com alguém muito especial. Não quero me desfazer destes sorrisos largos.
Achei muita coisa que nem me lembrava que existia. Cartinhas de amor da adolescência, com promessas e palavras doces, mas que já não fazem sentido aos 33 anos. Pra que relembrar que meu primeiro amor pediu imensas desculpas, em duas folhas de papel almaço, por ter me feito chorar quando levou outra garota pra casa?
O que realmente importa ficou. Ainda restou bastante coisa, mas meu armário está preparado agora para receber mais livros (enquanto o iPad não aparece) e mais lembranças.
Uma infinidade de livros de auto-ajuda que talvez sirvam para outras pessoas, como um dia serviram para mim. Não quero cuspir no prato que comi, eu leio mesmo! Apenas acredito que eles me trouxeram alento nos momentos que mais precisei e que agora podem tentar fazer o mesmo por outras pessoas.
Livros de ficção que eu adoro, mas tenho certeza de que não vou reler nos próximos anos. Alguns vão ficar, como Crime e Castigo, pois sei que um dia alguém vai querer que eu empreste um livro que eu julgo indispensável para quem quer uma boa história, uma boa lição ou um pouco de estímulo para pensar nas coisas da vida.
Nenhum diário foi poupado. Tenho por costume escrever desde os 15 anos. Sei que não vou utilizá-los para compor minhas memórias e às vezes eu tenho medo de pegar um ao acaso e ler. Não quero reviver emoções ruins, como foi a morte do meu pai ou o rompimento com o meu ex-namorado. As boas lembranças ficam na memória, por isso achei que deveria me desfazer dos muitos cadernos que escrevi.
As fotos sorridentes ao lado de pessoas que fizeram parte da minha vida também estavam lá. Não eram fotos de família, eram fotos de casais alegres e que um dia foram muito felizes. Eu sempre estava sorrindo ao lado de algum ex-namorado, mas algumas fotos hoje não têm muito significado. Guardei aquelas que mostram a figura que mais amei e confesso que me deu um aperto no coração quando vi uma das fotos. Por mais que hoje não estejamos mais juntos, passei quatro felizes anos de minha vida com alguém muito especial. Não quero me desfazer destes sorrisos largos.
Achei muita coisa que nem me lembrava que existia. Cartinhas de amor da adolescência, com promessas e palavras doces, mas que já não fazem sentido aos 33 anos. Pra que relembrar que meu primeiro amor pediu imensas desculpas, em duas folhas de papel almaço, por ter me feito chorar quando levou outra garota pra casa?
O que realmente importa ficou. Ainda restou bastante coisa, mas meu armário está preparado agora para receber mais livros (enquanto o iPad não aparece) e mais lembranças.
29 de dez. de 2010
Better Days - Minha Música para 2010
Eddie Vedder é um dos meus cantores preferidos. Não só porque ele é vocalista da segunda melhor banda do mundo, Pearl Jam, mas porque sua voz embala boa parte da minha vida.
Essa música faz parte da trilha sonora de Comer Rezar Amar, um dos meus livros prediletos e que foi transformado num dos melhores filmes deste ano. O filme não é bom pelo enredo em si, mas pelo que ele significa para muitas mulheres como eu, que desejariam ter a oportunidade de tirar um ano sabático para pensar na vida e, de quebra, encontrar um amor.
A letra desta música é sensível, o ritmo incrível e os elementos indianos nos fazem viajar.
Para todos que fazem parte da minha vida: Better Days. Feliz 2011!
Better Days - Eddie Vedder
I feel part of the universe open up to meet me
My emotion so submerged broken down to kneeling
What's listening?
Voices they care
Had to somehow greet myself
Greet myself
Heard vibrations within my cells
In my cells
Singin' laaa
My love is saved for the universe
See me now I'm bursting
On one planet so many turns
Different worlds
Singin' laaa
Fill my heart with discipline
Put there for the teaching
In my head see clouds of stairs
Help me as I'm reaching
The future's paved
With better days
Night runnin'
From something
I'm running towards the day
Wide awake
All whispered
Once quiet
Now rising to a scream
Right in me
I'm fallin'
Free fallin'
World's calling me
Up off my knees
Oh, I'm soaring
Yeah, and darling
You'll be the one that I can need
And still be free
Our future's paved with better days
Essa música faz parte da trilha sonora de Comer Rezar Amar, um dos meus livros prediletos e que foi transformado num dos melhores filmes deste ano. O filme não é bom pelo enredo em si, mas pelo que ele significa para muitas mulheres como eu, que desejariam ter a oportunidade de tirar um ano sabático para pensar na vida e, de quebra, encontrar um amor.
A letra desta música é sensível, o ritmo incrível e os elementos indianos nos fazem viajar.
Para todos que fazem parte da minha vida: Better Days. Feliz 2011!
Better Days - Eddie Vedder
I feel part of the universe open up to meet me
My emotion so submerged broken down to kneeling
What's listening?
Voices they care
Had to somehow greet myself
Greet myself
Heard vibrations within my cells
In my cells
Singin' laaa
My love is saved for the universe
See me now I'm bursting
On one planet so many turns
Different worlds
Singin' laaa
Fill my heart with discipline
Put there for the teaching
In my head see clouds of stairs
Help me as I'm reaching
The future's paved
With better days
Night runnin'
From something
I'm running towards the day
Wide awake
All whispered
Once quiet
Now rising to a scream
Right in me
I'm fallin'
Free fallin'
World's calling me
Up off my knees
Oh, I'm soaring
Yeah, and darling
You'll be the one that I can need
And still be free
Our future's paved with better days
7 de dez. de 2010
Esperança
Tecnicamente, esperança é "Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se realize".
A esperança tem que se bem dosada. A falta torna a pessoa apática, desanimada, deprimida. O excesso faz com que o esperançoso pare e fique esperando que algo aconteça mesmo que ele não tenha motivos para acreditar nisso. A dose boa é aquela suficiente para encorajar, motivar e alegrar o processo da espera.
A esperança bem sucedida é aquela de curta duração, que dá energia extra para aguentar mais um pouquinho. A má sucedida é aquela que não tem um plano B.
Quanto menor a esperança, mais pessimista é o sujeito. A vida é vazia e a pessoa é chata. Grande esperança é perigosa, pois causa uma grande frustração quando é em vão.
Dar esperança requer responsabilidade, pois exige que você sustente uma dependência. Tirar a esperança requer coragem, pois geralmente causa dor a alguém.
Sempre aprendemos que a esperança é uma coisa boa. Isso só é verdade se for bem embasada. A esperança sem fundamento é ruim e causa uma sensação de tempo perdido.Um ditado americano diz que "a esperança é um bom café da manhã, mas uma ceia pobre".
A esperança é necessária a qualquer ser humano, mas a sabedoria está em esperar pela coisa certa, durante o tempo certo. E isso requer muita prática, avaliação, dor e conquistas. O objetivo é encontrar a dose certa.
A esperança tem que se bem dosada. A falta torna a pessoa apática, desanimada, deprimida. O excesso faz com que o esperançoso pare e fique esperando que algo aconteça mesmo que ele não tenha motivos para acreditar nisso. A dose boa é aquela suficiente para encorajar, motivar e alegrar o processo da espera.
A esperança bem sucedida é aquela de curta duração, que dá energia extra para aguentar mais um pouquinho. A má sucedida é aquela que não tem um plano B.
Quanto menor a esperança, mais pessimista é o sujeito. A vida é vazia e a pessoa é chata. Grande esperança é perigosa, pois causa uma grande frustração quando é em vão.
Dar esperança requer responsabilidade, pois exige que você sustente uma dependência. Tirar a esperança requer coragem, pois geralmente causa dor a alguém.
Sempre aprendemos que a esperança é uma coisa boa. Isso só é verdade se for bem embasada. A esperança sem fundamento é ruim e causa uma sensação de tempo perdido.Um ditado americano diz que "a esperança é um bom café da manhã, mas uma ceia pobre".
A esperança é necessária a qualquer ser humano, mas a sabedoria está em esperar pela coisa certa, durante o tempo certo. E isso requer muita prática, avaliação, dor e conquistas. O objetivo é encontrar a dose certa.
26 de nov. de 2010
Somatização?
No final de semana passado, acamada por causa de uma gripe. Na última terça, uma crise de lombalgia me afastou do trabalho, dos amigos e dos problemas.
Sempre ouvi dizer que transformamos boa parte de nossas emoções negativas em doenças. O nódulo na tireóide pode ser acúmulo de palavras não ditas, a tosse pode ser a necessidade de expelir algum sentimento ruim, a dor nas costas pode ser o excesso de peso, de culpa ou de problemas que não conseguimos mais carregar.
Independente da causa, a lombalgia é uma dor intensa que ocorre na região da coluna lombar e pode ser causada por hérnia de disco, protusão, inflamação do nervo ciático ou outro tipo de inflamação. A dor começa na coluna e irradia para a perna, impedindo alguns movimentos. Você acha que vai ficar 'travada' pra sempre, que nunca mais vai conseguir andar. É um desespero indescritível, uma vontade de arrancar a dor com as mãos, de nunca mais levantar da cama ou de nunca mais deitar. A irritabilidade aumenta quando alguém tenta te ajudar a levantar: o sentimento de impotência nos torna mais arrogante.
Quatro dias de repouso e a dor não cessa. Quatro dias à base de antiinflamatórios, analgésicos opiáceos e agora cortisona. Isso me deixa imprestável: a cabeça não funciona direito, os pensamentos ficam um pouco desconexos. Tudo fica confuso.
E a cabeça, a única coisa que pode trabalhar agora, não pára! Passar muito tempo pensando também não tem sido muito bom (ainda mais para uma pessoa tão criativa quanto eu).
O fato é que eu odeio me sentir assim. Essa dor é horrível, irritante, chata. Ela bloqueia seus movimentos simples. Ela te torna pequeno, impotente, triste.
Muita pressão? Muita culpa? Muita correria? É o corpo pedindo uma pausa? Ok, já entendi. Agora tira essa dor daqui, por favor?
Sempre ouvi dizer que transformamos boa parte de nossas emoções negativas em doenças. O nódulo na tireóide pode ser acúmulo de palavras não ditas, a tosse pode ser a necessidade de expelir algum sentimento ruim, a dor nas costas pode ser o excesso de peso, de culpa ou de problemas que não conseguimos mais carregar.
Independente da causa, a lombalgia é uma dor intensa que ocorre na região da coluna lombar e pode ser causada por hérnia de disco, protusão, inflamação do nervo ciático ou outro tipo de inflamação. A dor começa na coluna e irradia para a perna, impedindo alguns movimentos. Você acha que vai ficar 'travada' pra sempre, que nunca mais vai conseguir andar. É um desespero indescritível, uma vontade de arrancar a dor com as mãos, de nunca mais levantar da cama ou de nunca mais deitar. A irritabilidade aumenta quando alguém tenta te ajudar a levantar: o sentimento de impotência nos torna mais arrogante.
Quatro dias de repouso e a dor não cessa. Quatro dias à base de antiinflamatórios, analgésicos opiáceos e agora cortisona. Isso me deixa imprestável: a cabeça não funciona direito, os pensamentos ficam um pouco desconexos. Tudo fica confuso.
E a cabeça, a única coisa que pode trabalhar agora, não pára! Passar muito tempo pensando também não tem sido muito bom (ainda mais para uma pessoa tão criativa quanto eu).
O fato é que eu odeio me sentir assim. Essa dor é horrível, irritante, chata. Ela bloqueia seus movimentos simples. Ela te torna pequeno, impotente, triste.
Muita pressão? Muita culpa? Muita correria? É o corpo pedindo uma pausa? Ok, já entendi. Agora tira essa dor daqui, por favor?
1 de nov. de 2010
CNH e relacionamento
Fui inserida no mundo mágico das metáforas. Sempre ouvi falar que eram ótimas para fixar lições de vida. A famosa 'moral da história', presente também nas fábulas, é ótima para sair da cartola a qualquer momento. As metáforas formam um banco de dados de fácil acesso, sempre disponíveis para te ajudar a dar uma palavra amiga ou para que você se lembre de algum ensinamento bacana.
A terapeuta adora sapatos, roupas e comida. Alguns amigos usam bebidas como exemplo. Há quem fale de Buda, Jesus e suas parábolas, La Fontaine, Esopo, animais, flores e até futebol. Com o tempo, começamos a criar as nossas próprias metáforas. Vou dividir uma delas neste post.
Você conhece um sujeito e ele acabou de tirar a carta. Ele tem um período de experiência, onde não pode tomar multas, que deve mostrar que ele está apto a tirar a carteira definitiva. Muito bem, o carinha passou no teste.
A partir daí, ele começa a cometer algumas infrações. Claro, quando você acha que domina o carro e sabe dirigir bem, acaba se tornando um pouco arrojado. Bebe e resolve dirigir, faz ultrapassagens proibidas, não respeita o farol vermelho. Até ai, se o marronzinho ou o radar não estiver por perto, ele se safa.
Mas você começa a pegar essas infrações. Algumas leves, como um atraso. Algumas médias, como simplesmente esquecer que combinou de te acompanhar num aniversário. Mas existem infrações gravíssimas, onde perder a habilitação seria o mínimo a acontecer.
Você dá uma chance. Cria um cursinho de reciclagem e matricula a criatura. Ele é esforçado, sabe que depende disso pra voltar a dirigir. Após o curso, passa um período com uma direção bem cuidadosa. Há um medo de perder a habilitação novamente. Mas esse medo começa a se dissipar à medida em que o sujeito vai ganhando a confiança (a autoconfiança e a sua confiança). Ele pode se manter assim, mas um belo dia a direção ofensiva e perigosa pode voltar e pronto. E desta vez você não perdoa, não dá uma chance de reciclagem e simplesmente não deixa que esta criatura volte a dirigir.
O sistema de pontos funciona bem para você avaliar aquilo que é importante pra você. É um sistema racional, é verdade. Mas se você não tem esse apoio 'preto no branco', acaba sendo guiado pelo coração. E geralmente ele não é um bom piloto se não tiver a razão pra puxar o freio na hora certa.
De qualquer forma, acho que essa metáfora ajuda a explicar alguma coisa. E também ajuda quando você ou algum amigo precisa tomar uma atitude racional quando se depara com um relacionamento complicado.
A terapeuta adora sapatos, roupas e comida. Alguns amigos usam bebidas como exemplo. Há quem fale de Buda, Jesus e suas parábolas, La Fontaine, Esopo, animais, flores e até futebol. Com o tempo, começamos a criar as nossas próprias metáforas. Vou dividir uma delas neste post.
Você conhece um sujeito e ele acabou de tirar a carta. Ele tem um período de experiência, onde não pode tomar multas, que deve mostrar que ele está apto a tirar a carteira definitiva. Muito bem, o carinha passou no teste.
A partir daí, ele começa a cometer algumas infrações. Claro, quando você acha que domina o carro e sabe dirigir bem, acaba se tornando um pouco arrojado. Bebe e resolve dirigir, faz ultrapassagens proibidas, não respeita o farol vermelho. Até ai, se o marronzinho ou o radar não estiver por perto, ele se safa.
Mas você começa a pegar essas infrações. Algumas leves, como um atraso. Algumas médias, como simplesmente esquecer que combinou de te acompanhar num aniversário. Mas existem infrações gravíssimas, onde perder a habilitação seria o mínimo a acontecer.
Você dá uma chance. Cria um cursinho de reciclagem e matricula a criatura. Ele é esforçado, sabe que depende disso pra voltar a dirigir. Após o curso, passa um período com uma direção bem cuidadosa. Há um medo de perder a habilitação novamente. Mas esse medo começa a se dissipar à medida em que o sujeito vai ganhando a confiança (a autoconfiança e a sua confiança). Ele pode se manter assim, mas um belo dia a direção ofensiva e perigosa pode voltar e pronto. E desta vez você não perdoa, não dá uma chance de reciclagem e simplesmente não deixa que esta criatura volte a dirigir.
O sistema de pontos funciona bem para você avaliar aquilo que é importante pra você. É um sistema racional, é verdade. Mas se você não tem esse apoio 'preto no branco', acaba sendo guiado pelo coração. E geralmente ele não é um bom piloto se não tiver a razão pra puxar o freio na hora certa.
De qualquer forma, acho que essa metáfora ajuda a explicar alguma coisa. E também ajuda quando você ou algum amigo precisa tomar uma atitude racional quando se depara com um relacionamento complicado.
25 de out. de 2010
Inspiração
Abri o blog com muitas ideias na cabeça. Queria falar sobre um dos temas que têm me feito refletir nesses dias. São vários temas, todos interessantes e com muita coisa para escrever. Um rico material.
Mas então eu faço o login e começo a escrever. Escolho um tema e não passo do primeiro parágrafo. Começo outro e fico achando que está melancólico demais, que não vou conseguir encontrar um desfecho. Ou então decido escrever algo tão pessoal que o alvo das farpas e comentários iria rapidamente se reconhecer. E eu, definitivamente, não quero usar esse espaço para ficar dando indiretas para ninguém.
O fato é que a inspiração se perdeu em algum lugar entre o login e a 'nova postagem'.
Sua ausência foi sentida, mas ela volta em breve.
Mas então eu faço o login e começo a escrever. Escolho um tema e não passo do primeiro parágrafo. Começo outro e fico achando que está melancólico demais, que não vou conseguir encontrar um desfecho. Ou então decido escrever algo tão pessoal que o alvo das farpas e comentários iria rapidamente se reconhecer. E eu, definitivamente, não quero usar esse espaço para ficar dando indiretas para ninguém.
O fato é que a inspiração se perdeu em algum lugar entre o login e a 'nova postagem'.
Sua ausência foi sentida, mas ela volta em breve.
22 de out. de 2010
O Casamento de Rachel
Kym sai da clínica de reabilitação para comparecer ao casamento da irmã Rachel. A primeira conversa, ainda na clínica, já indica que o filme será intenso. Um drama familiar extremamente complexo, relações estranhas, conversas agressivas. Acusações, insinuações, culpas e amor, amizade, família.
É um filme muito simples. Sem sequências de ações, filmado como um vídeo caseiro, com retrato de um único final de semana. A compensação vem com uma história absolutamente envolvente, tensa, repleta de reviravoltas e diálogos complexos e sinceros.
Kym - O desejo de reparação de quem está presa por uma culpa, descontada no álcool.
Rachel - Desejo de livrar-se de um incômodo, para não atrapalhar o seu casamento.
Abby - Desejo de manter uma pessoa culpada, sem assumir que também erra.
Paul - Desejo de ver uma família unida, sem precisar tomar partido de ninguém.
Sidney - Desejo de se casar com Rachel. Coitado! Cai de paraquedas numa família confusa e ainda consegue ajudar a todos (mesmo que não se dê conta disso).
Anne Hattaway está fantástica como Kym, antes e depois do olho roxo. Um dramalhão com bastante material para reflexão. E agradecimento! Por ter uma família completamente diferente daquela.
É um filme muito simples. Sem sequências de ações, filmado como um vídeo caseiro, com retrato de um único final de semana. A compensação vem com uma história absolutamente envolvente, tensa, repleta de reviravoltas e diálogos complexos e sinceros.
Kym - O desejo de reparação de quem está presa por uma culpa, descontada no álcool.
Rachel - Desejo de livrar-se de um incômodo, para não atrapalhar o seu casamento.
Abby - Desejo de manter uma pessoa culpada, sem assumir que também erra.
Paul - Desejo de ver uma família unida, sem precisar tomar partido de ninguém.
Sidney - Desejo de se casar com Rachel. Coitado! Cai de paraquedas numa família confusa e ainda consegue ajudar a todos (mesmo que não se dê conta disso).
Anne Hattaway está fantástica como Kym, antes e depois do olho roxo. Um dramalhão com bastante material para reflexão. E agradecimento! Por ter uma família completamente diferente daquela.
18 de out. de 2010
Querido John
Nunca li Nicholas Sparks. Sei que existem clássicos como Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão, mas nunca me interessei pelo autor. Aliás, nem pelos filmes. Acreditei que ver Querido John pudesse me animar para conhecer Sparks, mas ainda não foi dessa vez.
A história tem os elementos básicos de um dramalhão romântico: uma paixão avassaladora, obstáculos, luta por ideais, relações familiares, praia, exército. A mocinha é bem uma mocinha: boazinha, cheia de sonhos, super simpática com todos, muito compreensiva e amorosa. O mocinho é aquele homem durão, que não se dá bem com o pai, que quer servir e lutar pelo país. Eles se conhecem e vivem um amor de verão, puro e bem, mas bem meloso.
O destino, o ideal de guerra, a conclusão da faculdade, o desejo de cuidar dos outros e outros problemas acabam separando o casal, que decide então manter o relacionamento por correspondência.
Todos esses argumentos renderiam lágrimas e sofrimento, se não tivesse sido tão superficial. O filme é simples demais, pouco explorado e entediante. Até vale a sessão da tarde, mas não vale um replay.
De qualquer forma, vou assistir a algum outro filme baseado na obra de Sparks. Mas acho que preciso de um pouco mais de estímulo para começar a ler.
A história tem os elementos básicos de um dramalhão romântico: uma paixão avassaladora, obstáculos, luta por ideais, relações familiares, praia, exército. A mocinha é bem uma mocinha: boazinha, cheia de sonhos, super simpática com todos, muito compreensiva e amorosa. O mocinho é aquele homem durão, que não se dá bem com o pai, que quer servir e lutar pelo país. Eles se conhecem e vivem um amor de verão, puro e bem, mas bem meloso.
O destino, o ideal de guerra, a conclusão da faculdade, o desejo de cuidar dos outros e outros problemas acabam separando o casal, que decide então manter o relacionamento por correspondência.
Todos esses argumentos renderiam lágrimas e sofrimento, se não tivesse sido tão superficial. O filme é simples demais, pouco explorado e entediante. Até vale a sessão da tarde, mas não vale um replay.
De qualquer forma, vou assistir a algum outro filme baseado na obra de Sparks. Mas acho que preciso de um pouco mais de estímulo para começar a ler.
8 de out. de 2010
Comer Rezar Amar
Outro dia estava conversando com meus colegas de trabalho sobre filmes e, dentre algumas coisas, concluímos que viver a vida de outras pessoas, mesmo que seja na ficção, pode nos ajudar. Primeiro porque passamos algumas horas entretidos. Segundo porque, consequentemente, congelamos a nossa vida. E, o principal, sempre ganhamos temas para reflexão, mesmo que o filme não seja tão bom.
Comer Rezar Amar foi o livro que li no Reveillon 2008/2009. Na época eu estava na Praia Grande com a minha família (que brigava comigo por minha fixação no livro). Foi uma leitura agradável, com uma narradora sensível, uma história bacana. Por mais que eu tenha gostado do livro, não mexeu tanto comigo, provavelmente pela fase que eu estava vivendo.
Na expectativa de ver Julia Roberts e Javier Bardem, e debaixo de chuva forte, ontem assisti ao filme. Eu gosto muito de ver os livros que li retratados na telona. Sempre acho que o livro supera o filme, mas a forma como o diretor e os atores o transformam, para mim, é uma expectativa a parte.
A identificação com Liz é instantânea. Seus sentimentos, suas falhas, suas culpas são compartilhadas conosco. Conseguimos compreender o porquê da sua busca, e passamos a viajar com ela.
Na Itália, Liz deixa de lado a culpa pela gula. Comer é um dos maiores prazeres que temos e, na companhia de pessoas felizes, faz com que o evento seja ainda mais gostoso. Ainda juntando seus cacos, Liz já começa a se livrar de alguns fantasmas.
Na Índia, ela se dá conta de coisas como a importância do silêncio, do perdão a si mesma e da disciplina.
Na Indonésia, fechando o ciclo, ela se entrega a um novo amor. Ainda com medo, é verdade. Mas acho que nenhuma mulher em sã consciência dispensaria um Felipe (claro que o Javier Bardem contribui bastante).
Ganhei um soco na boca do estômago, ganhei material para reflexão, ganhei uma vontade enorme de mudar. Ganhei um tempo pra escapar da chuva, ganhei um tempo para congelar a minha vida e viver a de Liz. Ganhei muito mais do que pretendia. E agora tenho um desejo enorme de compartilhar.
Comer Rezar Amar foi o livro que li no Reveillon 2008/2009. Na época eu estava na Praia Grande com a minha família (que brigava comigo por minha fixação no livro). Foi uma leitura agradável, com uma narradora sensível, uma história bacana. Por mais que eu tenha gostado do livro, não mexeu tanto comigo, provavelmente pela fase que eu estava vivendo.
Na expectativa de ver Julia Roberts e Javier Bardem, e debaixo de chuva forte, ontem assisti ao filme. Eu gosto muito de ver os livros que li retratados na telona. Sempre acho que o livro supera o filme, mas a forma como o diretor e os atores o transformam, para mim, é uma expectativa a parte.
A identificação com Liz é instantânea. Seus sentimentos, suas falhas, suas culpas são compartilhadas conosco. Conseguimos compreender o porquê da sua busca, e passamos a viajar com ela.
Na Itália, Liz deixa de lado a culpa pela gula. Comer é um dos maiores prazeres que temos e, na companhia de pessoas felizes, faz com que o evento seja ainda mais gostoso. Ainda juntando seus cacos, Liz já começa a se livrar de alguns fantasmas.
Na Índia, ela se dá conta de coisas como a importância do silêncio, do perdão a si mesma e da disciplina.
Na Indonésia, fechando o ciclo, ela se entrega a um novo amor. Ainda com medo, é verdade. Mas acho que nenhuma mulher em sã consciência dispensaria um Felipe (claro que o Javier Bardem contribui bastante).
Ganhei um soco na boca do estômago, ganhei material para reflexão, ganhei uma vontade enorme de mudar. Ganhei um tempo pra escapar da chuva, ganhei um tempo para congelar a minha vida e viver a de Liz. Ganhei muito mais do que pretendia. E agora tenho um desejo enorme de compartilhar.
5 de out. de 2010
Órfã de Stieg Larsson
Tenho certeza que não serei a única a sentir-se órfã com o fim de A Rainha do Castelo de Ar. Mas Stieg Larsson nos deixou e, infelizmente, não teremos mais o prazer de conhecer uma nova obra.
Os Homens que não Amavam as Mulheres: o primeiro, o que apresenta os personagens, o que tem uma trama central que termina no mesmo livro. Conhecemos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, entendemos como é o clima na Suécia, o jornalismo investigativo, a mente criativa de uma hacker, a família Vanger e sua formação quase mafiosa. Leitura agradável e com gosto de quero mais.
A Menina que Brincava com Fogo: passamos a mergulhar na essência de Salander. A história é outra e aprendemos a amá-la profundamente, a admirá-la por tudo o que fez e é capaz de fazer atrás da sua fragilidade corporal. Mas a mente de Lisbeth, complexa e apaixonante, nos surpreende em cada trecho do livro. Claro, existe uma parte negativa na narrativa de Larsson: alguns personagens são introduzidos com uma história quase entendiante. Dá vontade de pular, mas você não faz isso por medo de ser um personagem essencial para a trama. A história principal é incrível e não tem absolutamente nada a ver com o primeiro livro.
A Rainha do Castelo de Ar: o clímax e o encerramento da trilogia. Fantástico! Reviravoltas, mortes surpreendentes, você acha que os bonzinhos estão impotentes, você acha que os vilões são invencíveis. E eles te acompanham desde o segundo livro, cada vez mais poderosos.
Você quer devorar o livro, mas não quer chegar ao final tão rápido, já que é o último.
FIM
Ainda atordoada com o encerramento da trilogia, tenho receio de começar um novo livro e achar que o autor nunca será bom como Stieg Larsson. Mas acho, sinceramente, que não deve ter comparação. E se a morte dele, por um lado, nos deixa sem novos livros, por outro nos impede de ficar frustrados. A expectativa seria tanta, que haveria o risco de decepcionar.
Os Homens que não Amavam as Mulheres: o primeiro, o que apresenta os personagens, o que tem uma trama central que termina no mesmo livro. Conhecemos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, entendemos como é o clima na Suécia, o jornalismo investigativo, a mente criativa de uma hacker, a família Vanger e sua formação quase mafiosa. Leitura agradável e com gosto de quero mais.
A Menina que Brincava com Fogo: passamos a mergulhar na essência de Salander. A história é outra e aprendemos a amá-la profundamente, a admirá-la por tudo o que fez e é capaz de fazer atrás da sua fragilidade corporal. Mas a mente de Lisbeth, complexa e apaixonante, nos surpreende em cada trecho do livro. Claro, existe uma parte negativa na narrativa de Larsson: alguns personagens são introduzidos com uma história quase entendiante. Dá vontade de pular, mas você não faz isso por medo de ser um personagem essencial para a trama. A história principal é incrível e não tem absolutamente nada a ver com o primeiro livro.
A Rainha do Castelo de Ar: o clímax e o encerramento da trilogia. Fantástico! Reviravoltas, mortes surpreendentes, você acha que os bonzinhos estão impotentes, você acha que os vilões são invencíveis. E eles te acompanham desde o segundo livro, cada vez mais poderosos.
Você quer devorar o livro, mas não quer chegar ao final tão rápido, já que é o último.
FIM
Ainda atordoada com o encerramento da trilogia, tenho receio de começar um novo livro e achar que o autor nunca será bom como Stieg Larsson. Mas acho, sinceramente, que não deve ter comparação. E se a morte dele, por um lado, nos deixa sem novos livros, por outro nos impede de ficar frustrados. A expectativa seria tanta, que haveria o risco de decepcionar.
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